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Ilustrações das crianças nos muros da EE Paulo de Abreu

O Ateliê Arte na Cidade, do Matéria-Prima Itapevi, levou as ilustrações que as crianças fizeram sobre o mito dos 12 Trabalhos de Hércules para colorir os muros da EE Paulo de Abreu. A educadora Fúlvia Marchezi e os participantes dos grupos Vermelho e Verde ficaram responsáveis pela pintura dos muros. Já as crianças do grupo Amarelo estão pintando as paredes da sede do MP Itapevi com seres mitológicos.

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Dia de atividades no zoológico

No dia 13 de outubro, os participantes do Ateliê de Linguagem, do Matéria-Prima Itapevi, visitaram o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP). O objetivo foi observar os animais para fazer desenhos e registros. As crianças vão compor fichas técnicas dos bichos e realizar um debate sobre as condições dos animais no zoológico. Os desenhos também foram utilizados no Ateliê Arte na Cidade.

Kanban: da gestão de empresas para os ateliês do MP Itapevi

Uma ferramenta de gestão usada por empresas do mundo todo foi parar no Matéria-Prima Itapevi: o kanban. Educadores de todos os ateliês adotaram esse sistema no ano passado para auxiliar no planejamento e na organização das atividades. O kanban faz parte de um conjunto de recursos utilizado nos ateliês para fazer com que as crianças não apenas se foquem no produto final, mas entendam e participem do planejamento de cada etapa desse processo. A habilidade de planejar uma atividade é algo que as crianças poderão utilizar para a vida toda, seja nos estudos, no trabalho ou no dia a dia.

“Kanban” é uma palavra japonesa que significa “cartão”, o que diz muito sobre como a ferramenta funciona. O kanban mais básico é uma tabela com três colunas: “a fazer”, “fazendo” e “feito”. As tarefas que precisam ser feitas são escritas em post-its e mudam de coluna conforme o andamento das atividades. Ou seja, o kanban é uma maneira de se organizar com a ajuda de cartões – ou post-its.

O engenheiro Taiichi Ohno foi quem criou esse método no Japão, na década de 1950, como uma forma de aprimorar o processo de produção da fábrica de automóveis Toyota. Desde então, empresas começaram a utilizar o kanban não só para controlar a produção, mas também como uma ferramenta prática para que toda a equipe consiga acompanhar o passo a passo das tarefas e planejar melhor as atividades. No Matéria-Prima Itapevi, cada educador tem a liberdade de montar o kanban da maneira que preferir, contanto que seja fácil para as crianças compreenderem – afinal, a ferramenta também é para elas.

A educadora Fúlvia Marchezi incluiu mais duas colunas no kanban do Ateliê Arte na Cidade: “checado” e “problemas”. Depois que termina de conferir as atividades realizadas pelos participantes, Fúlvia indica na última coluna problemas que podem ter atrapalhado o andamento da tarefa, como conversas paralelas ou atrasos das crianças. “Eles ficam sinalizados para evitar que aconteçam novamente”, explica. A educadora desenhou a tabela em um papel paraná e escreveu todas as atividades de cada etapa do ateliê em post-its.

Para Fúlvia, a chave do kanban é ser simples e visualmente claro. Por isso, ela recomenda que os post-its contenham poucas palavras escritas em letras grandes e garrafais, apenas para representar o que é a atividade – os detalhes são explicados durante o ateliê. “O legal é chegar na sala, bater o olho e ter uma clareza da trilha, e isso acontece por meio da comunicação visual”, diz. “Ter essa clareza é muito importante, porque muitas vezes o aluno não sabe onde o professor quer que ele chegue.”

O pessoal do Bloco MPI, do Ateliê de Percussão, também utiliza o kanban em quase todos os encontros. A educadora Simone Medeiros confeccionou a tabela em um tecido de cerca de 2 metros e os cartões em papel paraná, que são colados no pano com velcros. São oito cartões, um para cada tópico do planejamento anual do ateliê. “São as crianças que posicionam os cartões, o que faz com que elas automaticamente entendam o que estamos fazendo”, conta. O kanban é consultado com frequência, tanto para a turma se localizar quanto para relembrar os tópicos. Não existe uma ordem cronológica, já que as atividades podem ser feitas simultaneamente.

As educadoras contam que muitas crianças começaram a usar o kanban em outras situações, como para se organizar antes de uma viagem ou se preparar para apresentações. “Os mais novos ainda enxergam o kanban como algo do ateliê, mas a gente percebe que os mais velhos estão usando com autonomia nas coisas do dia a dia”, diz Simone. “É um instrumento muito legal para fazer qualquer tipo de planejamento”, conclui Fúlvia.

Saiba mais:
Guia do Estudante
Endeavor Brasil

Encontros para reunir pais, responsáveis e familiares no MP Itapevi

O Matéria-Prima Itapevi tem um sábado reservado a cada mês para um encontro com os pais, responsáveis e familiares das crianças participantes. Os encontros de pais começam com um café da manhã e uma conversa com a coordenação. Em seguida, um dos educadores apresenta o ateliê pelo qual é responsável e realiza uma dinâmica com os participantes. É uma forma de integrá-los às atividades do MP Itapevi e mostrar um pouquinho do que acontece nos ateliês. Cerca de 60 pais, responsáveis e familiares participaram de seis encontros no primeiro semestre deste ano. Veja como foram!

1º encontro: Em fevereiro houve dois encontros de pais. O primeiro aconteceu no dia 13 e foi conduzido pela coordenação do MP Itapevi. A equipe falou sobre os ateliês e as atividades que serão realizadas ao longo do ano, além de apresentar os educadores e a equipe do MP Itapevi.

2º encontro: No dia 27 de fevereiro, a educadora Simone Medeiros, do Ateliê de Percussão, explicou cada instrumento utilizado pelo Bloco MPI no Ateliê. Ela também fez uma oficina em que os pais, responsáveis e familiares tocaram uma música usando o corpo como instrumento, batendo as mãos e os pés.

3º encontro: O encontro seguinte aconteceu em 26 de março e contou com dois educadores. Edson Santos, do Ateliê de Capoeira, mostrou movimentos e instrumentos tocados na roda de capoeira e convidou alguns participantes para fazer os movimentos junto com ele. Roberta Fortunato se apresentou como a nova educadora do Ateliê Arte na Cidade e compartilhou os trabalhos que as crianças tinham feito até o momento.

4º encontro: As educadoras Catiusca Borges, Maria Lúcia Vidal e Renata Melo organizaram uma atividade do Ateliê de Linguagem com os pais, responsáveis e familiares no dia 30 de abril. Eles escreveram uma nova versão da fábula “O leão e o ratinho” e compartilharam com o grupo. Catiusca, Maria Lúcia e Renata também deram sugestões de coisas que a família pode fazer em casa para ajudar as crianças a melhorar a leitura e a escrita.

5º encontro: O Ateliê Canto em Grupo foi o tema do 5º encontro, realizado em 21 de maio. O educador Daniel Reginato conduziu jogos musicais e uma brincadeira de mímica e imitação. Depois ele ensinou a música “Maracangalha”, de Dorival Caymmi, para que todos os participantes cantassem em coro.

6º encontro: No último encontro do semestre, em 25 de junho, a educadora Renata Melo e os participantes do Ateliê Matéria-Prima Encena realizaram a primeira etapa da oficina de bonecos de materiais recicláveis junto com os pais, responsáveis e familiares. Eles vão terminar de construir seus bonecos no próximo encontro de pais, que acontece em agosto.

Exposição dos monstros no MP Itapevi tem convidado especial

O Ateliê Arte na Cidade organizou uma exposição no Matéria-Prima Itapevi com as esculturas de monstros feitas pelos participantes. As esculturas foram instaladas em diferentes espaços do MP Itapevi, deixando o ambiente ainda mais colorido e divertido! A exposição foi visitada pelos familiares das crianças e por um convidado especial: o artista plástico, educador e museólogo Paulo Portella Filho. Ele criou e coordenou por 17 anos o Serviço Educativo do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e auxiliou na curadoria da exposição “Volpi: pequenos formatos”, que está em cartaz no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).

A educadora Roberta Fortunato e as crianças receberam os visitantes nos dias 21, 22 e 24 de junho e os guiaram pela sede do MP Itapevi. Eles apresentaram as mais de 30 esculturas e explicaram as características de cada monstro. As esculturas foram expostas como verdadeiras obras de arte, com plaquinhas informando o nome e os atributos fantásticos dos monstros, qual foi o material usado para fazer a escultura e o grupo que a criou.

No final do percurso, os visitantes foram convidados a tomar um lanche com os participantes do Ateliê e assistir a um vídeo com fotos dos momentos em que os pequenos estavam fazendo seus monstros. As esculturas ficarão com as próprias crianças, que poderão levá-las para casa. Foi uma maneira sensacional de encerrar o semestre!

Papel, fita crepe, tinta e muita imaginação para criar monstros

O Matéria-Prima Itapevi foi invadido por monstros – de mentirinha, é claro! As crianças do Ateliê Arte na Cidade estão fazendo esculturas de monstros que elas mesmas inventaram, utilizando a técnica de empapelamento. A nova educadora do Ateliê neste semestre, Roberta Fortunato, dividiu os participantes entre dois temas: “Monstro: é o bicho!”, para os grupos verde e amarelo, e “Monstro, eu?”, para o grupo vermelho.

Antes de iniciar as criações, ela apresentou como referência diversas criaturas que estão no “Livro dos seres imaginários”, do escritor argentino Jorge Luis Borges. As crianças fizeram uma análise dos textos do livro, que é uma enciclopédia de seres fantásticos presentes em mitos, lendas, religiões e na literatura. Além disso, discutiram o que faz com que uma criatura seja considerada um monstro – será que todo monstro é feio ou malvado?

Depois, elas soltaram a imaginação para fazer o projeto de um monstro, descrevendo suas características e onde vive! Os grupos verde e amarelo fizeram monstros que misturam atributos de dois ou mais animais, e o grupo vermelho, de animais com humanos. Surgiram criaturas que eram uma junção de girafa com serpente, de centopeia com dinossauro, de tigre com cobra… Alguns alunos também se inspiraram em seres conhecidos, como as sereias, o deus egípcio Anúbis (com corpo de humano e cabeça de chacal) e a Quimera, um monstro da mitologia grega que tem cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.

As esculturas são modeladas com jornal e fita crepe e empapeladas com papel craft e cola branca. Para as cores ficarem bem vivas, a tinta acrílica será passada em cima de uma base de tinta branca. Roberta ainda trouxe livros e modelos em miniatura de animais para que a garotada pudesse observar as características das espécies escolhidas. “Estamos com um ‘monstruário’ enorme”, brinca a educadora. Ela também explica que essa atividade vai além de aprender uma nova técnica de arte. “A criação de seres fantásticos faz parte da história da humanidade, então elas estão participando de algo maior, que é poder ser autor, criador de algo.”

Todas as esculturas serão expostas no MP Itapevi, com direito a fichas técnicas e uma vernissage (evento que inaugura uma exposição de arte). Algumas delas ficarão na sede do MP Itapevi, e as outras serão doadas a uma creche da cidade.