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Kanban: da gestão de empresas para os ateliês do MP Itapevi

Uma ferramenta de gestão usada por empresas do mundo todo foi parar no Matéria-Prima Itapevi: o kanban. Educadores de todos os ateliês adotaram esse sistema no ano passado para auxiliar no planejamento e na organização das atividades. O kanban faz parte de um conjunto de recursos utilizado nos ateliês para fazer com que as crianças não apenas se foquem no produto final, mas entendam e participem do planejamento de cada etapa desse processo. A habilidade de planejar uma atividade é algo que as crianças poderão utilizar para a vida toda, seja nos estudos, no trabalho ou no dia a dia.

“Kanban” é uma palavra japonesa que significa “cartão”, o que diz muito sobre como a ferramenta funciona. O kanban mais básico é uma tabela com três colunas: “a fazer”, “fazendo” e “feito”. As tarefas que precisam ser feitas são escritas em post-its e mudam de coluna conforme o andamento das atividades. Ou seja, o kanban é uma maneira de se organizar com a ajuda de cartões – ou post-its.

O engenheiro Taiichi Ohno foi quem criou esse método no Japão, na década de 1950, como uma forma de aprimorar o processo de produção da fábrica de automóveis Toyota. Desde então, empresas começaram a utilizar o kanban não só para controlar a produção, mas também como uma ferramenta prática para que toda a equipe consiga acompanhar o passo a passo das tarefas e planejar melhor as atividades. No Matéria-Prima Itapevi, cada educador tem a liberdade de montar o kanban da maneira que preferir, contanto que seja fácil para as crianças compreenderem – afinal, a ferramenta também é para elas.

A educadora Fúlvia Marchezi incluiu mais duas colunas no kanban do Ateliê Arte na Cidade: “checado” e “problemas”. Depois que termina de conferir as atividades realizadas pelos participantes, Fúlvia indica na última coluna problemas que podem ter atrapalhado o andamento da tarefa, como conversas paralelas ou atrasos das crianças. “Eles ficam sinalizados para evitar que aconteçam novamente”, explica. A educadora desenhou a tabela em um papel paraná e escreveu todas as atividades de cada etapa do ateliê em post-its.

Para Fúlvia, a chave do kanban é ser simples e visualmente claro. Por isso, ela recomenda que os post-its contenham poucas palavras escritas em letras grandes e garrafais, apenas para representar o que é a atividade – os detalhes são explicados durante o ateliê. “O legal é chegar na sala, bater o olho e ter uma clareza da trilha, e isso acontece por meio da comunicação visual”, diz. “Ter essa clareza é muito importante, porque muitas vezes o aluno não sabe onde o professor quer que ele chegue.”

O pessoal do Bloco MPI, do Ateliê de Percussão, também utiliza o kanban em quase todos os encontros. A educadora Simone Medeiros confeccionou a tabela em um tecido de cerca de 2 metros e os cartões em papel paraná, que são colados no pano com velcros. São oito cartões, um para cada tópico do planejamento anual do ateliê. “São as crianças que posicionam os cartões, o que faz com que elas automaticamente entendam o que estamos fazendo”, conta. O kanban é consultado com frequência, tanto para a turma se localizar quanto para relembrar os tópicos. Não existe uma ordem cronológica, já que as atividades podem ser feitas simultaneamente.

As educadoras contam que muitas crianças começaram a usar o kanban em outras situações, como para se organizar antes de uma viagem ou se preparar para apresentações. “Os mais novos ainda enxergam o kanban como algo do ateliê, mas a gente percebe que os mais velhos estão usando com autonomia nas coisas do dia a dia”, diz Simone. “É um instrumento muito legal para fazer qualquer tipo de planejamento”, conclui Fúlvia.

Saiba mais:
Guia do Estudante
Endeavor Brasil

Bloco MPI vai ao Museu Afro Brasil

O Bloco MPI, do Ateliê de Percussão (Matéria-Prima Itapevi), visitou o Museu Afro Brasil no dia 16 de setembro. Durante a visita, a educadora Simone Medeiros explicou ao pessoal as origens do maracatu.

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Música e dança em visitas do MP Itapevi

No dia 27 de agosto, os participantes de dois ateliês do Matéria-Prima Itapevi realizaram visitas com muita música e dança. O Ateliê Canto em Grupo, acompanhado do educador Daniel Reginato, conheceu a Escola do Auditório Ibirapuera e assistiu aos ensaios dos alunos. Já a educadora Simone Medeiros levou o Bloco MPI, do Ateliê de Percussão, à EE Professor Antonio Alves Cruz para cantar e dançar com o Grupo Maracatu Bloco de Pedra.

Encontros para reunir pais, responsáveis e familiares no MP Itapevi

O Matéria-Prima Itapevi tem um sábado reservado a cada mês para um encontro com os pais, responsáveis e familiares das crianças participantes. Os encontros de pais começam com um café da manhã e uma conversa com a coordenação. Em seguida, um dos educadores apresenta o ateliê pelo qual é responsável e realiza uma dinâmica com os participantes. É uma forma de integrá-los às atividades do MP Itapevi e mostrar um pouquinho do que acontece nos ateliês. Cerca de 60 pais, responsáveis e familiares participaram de seis encontros no primeiro semestre deste ano. Veja como foram!

1º encontro: Em fevereiro houve dois encontros de pais. O primeiro aconteceu no dia 13 e foi conduzido pela coordenação do MP Itapevi. A equipe falou sobre os ateliês e as atividades que serão realizadas ao longo do ano, além de apresentar os educadores e a equipe do MP Itapevi.

2º encontro: No dia 27 de fevereiro, a educadora Simone Medeiros, do Ateliê de Percussão, explicou cada instrumento utilizado pelo Bloco MPI no Ateliê. Ela também fez uma oficina em que os pais, responsáveis e familiares tocaram uma música usando o corpo como instrumento, batendo as mãos e os pés.

3º encontro: O encontro seguinte aconteceu em 26 de março e contou com dois educadores. Edson Santos, do Ateliê de Capoeira, mostrou movimentos e instrumentos tocados na roda de capoeira e convidou alguns participantes para fazer os movimentos junto com ele. Roberta Fortunato se apresentou como a nova educadora do Ateliê Arte na Cidade e compartilhou os trabalhos que as crianças tinham feito até o momento.

4º encontro: As educadoras Catiusca Borges, Maria Lúcia Vidal e Renata Melo organizaram uma atividade do Ateliê de Linguagem com os pais, responsáveis e familiares no dia 30 de abril. Eles escreveram uma nova versão da fábula “O leão e o ratinho” e compartilharam com o grupo. Catiusca, Maria Lúcia e Renata também deram sugestões de coisas que a família pode fazer em casa para ajudar as crianças a melhorar a leitura e a escrita.

5º encontro: O Ateliê Canto em Grupo foi o tema do 5º encontro, realizado em 21 de maio. O educador Daniel Reginato conduziu jogos musicais e uma brincadeira de mímica e imitação. Depois ele ensinou a música “Maracangalha”, de Dorival Caymmi, para que todos os participantes cantassem em coro.

6º encontro: No último encontro do semestre, em 25 de junho, a educadora Renata Melo e os participantes do Ateliê Matéria-Prima Encena realizaram a primeira etapa da oficina de bonecos de materiais recicláveis junto com os pais, responsáveis e familiares. Eles vão terminar de construir seus bonecos no próximo encontro de pais, que acontece em agosto.

Últimas atividades do semestre nos ateliês do Matéria-Prima Itapevi

Apresentação de canto, piquenique, oficinas com os pais… Teve muita coisa bacana na última semana de atividades do semestre no Matéria-Prima Itapevi! A gente já contou como foi a exposição do Ateliê Arte na Cidade nesta matéria. Agora você vai conferir o que aconteceu nos outros ateliês.

O Ateliê de Linguagem teve encerramentos diferentes nas três turmas. A turma A, da educadora Maria Lúcia Vidal, dedicou o mês de junho para estudar textos relacionados à Festa Junina, como letras de músicas e receitas. Eles fizeram cartazes para anunciar a Festa Julina do MP Itapevi e, no último dia, prepararam uma receita de pé-de-moça para servir na festa. As crianças da turma B escreveram novos finais para três lendas e mitos estudados no semestre com a educadora Renata Melo. Na turma C, os meninos e meninas fizeram apresentações orais das resenhas que escreveram sobre três filmes de curta-metragem. A educadora Catiusca Borges também sorteou livros que fizeram parte do projeto “Eu te levo, você me leva” entre a garotada. Os textos que as três turmas escreveram durante o semestre foram expostos em um mural no MP Itapevi.

Os pais e responsáveis do pessoal do Ateliê Matéria-Prima Encena participaram de uma oficina de bonecos feitos de materiais recicláveis. Os filhos ensinaram os familiares a construir fantoches de monstros e extraterrestres, e o trabalho será finalizado em uma segunda oficina em agosto. A educadora Renata Melo disse que os bonecos que serão utilizados nas apresentações do segundo semestre já estão prontinhos! No Ateliê Itapevi + Verde, o educador Bruno Helvécio organizou um delicioso piquenique de frutas com as crianças na EE Paulo de Abreu.

A garotada do Ateliê Canto em Grupo e o educador Daniel Reginato selecionaram algumas músicas do repertório do primeiro semestre para apresentar aos participantes e funcionários do MP Itapevi, como “Samba de Maria Luiza”, de Tom Jobim, “Mas que nada”, de Jorge Ben Jor, e “Samba da Bênção”, de Vinicius de Moraes. O Bloco MPI, do Ateliê de Percussão, aproveitou para ensaiar junto com a educadora Simone Medeiros as músicas da apresentação que encerrou o semestre, realizada na Festa Julina do MP Itapevi. Os Ateliês de Capoeira, do educador Edson Santos, Era Uma Vez…, do educador Márcio Maracajá, e Matéria-Prima no Ar, da educadora Renata Melo, já finalizaram o percurso de atividades do primeiro semestre.

Uma Festa Junina feita por todo mundo do Matéria-Prima Itapevi

O último dia do semestre no Matéria-Prima Itapevi foi marcado pela tradicional Festa Junina – que neste ano foi Julina, já que aconteceu no dia 1º de julho. A festa é organizada pelo MP Itapevi, mas conta com as ideias e a ajuda de toda a garotada! A coordenação conversou com as crianças para decidir em conjunto o que ia ter na festa e quais seriam as músicas que iriam tocar. Um dia antes da festa, todos ajudaram a decorar a sede com bandeirinhas, balões e outros enfeites juninos.

Além disso, a turma A do Ateliê de Linguagem fez vários cartazes para decorar os ambientes e se preparou durante todo o mês de junho, estudando receitas, músicas e outros elementos típicos de Festa Junina. Eles também prepararam uma receita de pé-de-moça para servir na festa. O dia da festa foi de muita diversão! Teve brincadeiras de pescaria, boca do palhaço e argolas, quadrilha, fogueira e músicas regionais ao vivo, com a apresentação do trio O Barba e as Nega. O repertório escolhido pelas crianças, formado por músicas sertanejas, também animou o evento.

O cardápio do dia foi repleto de comidas típicas, como canjica com amendoim, milho cozido, curau, pipoca, paçoca, pé-de-moleque, doce de abóbora e muito mais! A criançada ainda ajudou a eleger a Miss e o Mister Caipirinha, que capricharam nas roupas caipiras. A festa foi encerrada com uma apresentação do Bloco MPI, formado pelos participantes do Ateliê de Percussão, e com a entrega de kits com lembrancinhas para todo mundo.