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Canto, capoeira, cordel e xilogravuras na EMEF Doutor Habib Carlos Kyrillos

No último sábado, dia 20/10/2018, teve mostra cultural na EMEF Doutor Habib Carlos Kyrillos – e o Ateliê-Escola esteve lá! Rolou apresentação de canto coral, com turmas do 2º ano que participam do Ateliê Canto em Grupo. Também teve uma roda de capoeira com o 3º ano que faz parte do Ateliê Som e Movimento: Capoeira, além de exposição de instrumentos e materiais sobre a história da capoeira. Para finalizar, os alunos de 4º e 5º anos que participam do Ateliê Era Uma Vez… expuseram cordéis e xilogravuras que fizeram neste semestre.

As atividades foram realizadas pelas crianças sob orientação dos educadores George Ferreira, Robson Pessoa (Canto em Grupo), Rodrigo Fonseca, Paula Araújo, Camila Nascimento (Som e Movimento: Capoeira) e Márcio Maracajá (Era Uma Vez…).

 

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Rodas de capoeira juntam crianças e adultos no Ateliê-Escola

As atividades do Ateliê Som e Movimento – Capoeira, do Ateliê-Escola, acontecem ao longo de um ano. Mas o educador Rodrigo Moreira, conhecido como Carioca, pensou em uma maneira muito bacana de marcar o fim do primeiro semestre com as turmas da EMEF Professor Laerte Ramos de Carvalho. Ele organizou duas grandes rodas de capoeira no dia 29 de junho, uma para as crianças do 5º ano (manhã) e outra para as do 1º ano (tarde).

Além dos pequenos, participaram da roda cinco membros do Grupo Nzinga de Capoeira Angola, do qual Carioca faz parte. Todo mundo jogou, cantou e tocou os instrumentos juntos. “As crianças se animaram muito, queriam ir logo para o meio da roda ou pegar os instrumentos para tocar”, diz o educador. Foi um momento muito especial, tanto por ser a primeira roda de capoeira que a garotada participa quanto pela interação com os capoeiristas mais experientes, que explicaram mais sobre as músicas, gestos e movimentos da capoeira.

Carioca conta que as crianças se saíram muito bem na roda, fazendo os movimentos com naturalidade e tocando os instrumentos no ritmo certo. Teve até quem foi além do agogô, do reco-reco e do pandeiro, que são mais utilizados pelos iniciantes na capoeira, para estrear no berimbau e no atabaque! No segundo semestre, o educador pretende praticar mais rodas de capoeira com as turmas, ajudá-las a exercitar o autocontrole e a observação e aprofundar as conversas sobre a história da capoeira.

A capoeira Angola chega ao Ateliê Som e Movimento – Capoeira

A garotada da EMEFM Professor Linneu Prestes está conhecendo a capoeira Angola no Ateliê Som e Movimento – Capoeira, do Ateliê-Escola. O novo educador do Ateliê, Rodrigo Moreira (conhecido como Carioca), pratica essa modalidade da capoeira há 13 anos, e desde 2008 é membro do Grupo Nzinga de Capoeira Angola.

Carioca explica que a capoeira Angola também é chamada de capoeira mãe, porque ela foi criada antes da capoeira regional, que é a mais conhecida. Uma das principais diferenças é que a capoeira regional é mais acrobática e parecida com as artes marciais. Já na capoeira Angola os movimentos não estão ligados à luta em si, mas à superação de desafios. “A filosofia é como eu posso ir além, buscar minha evolução como pessoa, o autoconhecimento”, diz o educador.

O trabalho em grupo é muito importante na capoeira Angola, e esse é um dos pontos mais reforçados com as turmas do Ateliê. Tem que ter cooperação entre todo mundo, inclusive na hora de dividir os instrumentos, que é um momento em que sempre surgem discussões. “Uma pessoa nunca pratica a capoeira sozinha, não se forma uma roda com uma só pessoa”, ressalta Carioca. “Todo mundo tem que colaborar para a roda ficar bonita.”

O educador dividiu as atividades do ano em cinco etapas, e as crianças estão começando a segunda. Elas já conheceram algumas músicas, movimentos e a história da capoeira. Agora vão usar esses elementos para formar um jogo. Nessa etapa, Carioca ainda vai mostrar quais as condutas que se deve ter na roda de capoeira e aprofundar os cantos e toques. Tudo isso continuará a ser praticado na terceira etapa, que também terá conversas sobre como os comportamentos e aprendizados dentro da roda de capoeira – colaboração, participação, generosidade entre os participantes… – podem ser usados na vida.

Depois das férias, as turmas vão formar rodas de capoeira e ter os primeiros contatos com os instrumentos musicais utilizados: berimbau, atabaque, pandeiro, agogô e reco-reco. A última etapa será focada nos ensaios para a apresentação de final de ano. Carioca conta que as crianças estão bastante envolvidas e empolgadas e que ele mesmo está aprendendo muito com os ateliês!

Ateliê-Escola começa o ano com novidades nos ateliês

As turmas do Ateliê-Escola começaram o ano bastante empenhadas nos ateliês. Neste primeiro mês já teve muita música, contação de histórias, brincadeiras, atividades nos viveiros… Também há novidades nos ateliês – olha só o que vem por aí!

O Ateliê Som e Movimento – Capoeira conta com um novo educador: Rodrigo Moreira, conhecido como Carioca. Ele faz parte do Grupo Nzinga de Capoeira Angola e pratica esse estilo de capoeira há 13 anos. As crianças do 1º ano da EMEF Professor Laerte Ramos de Carvalho vão conhecer mais sobre as tradições da capoeira Angola neste ano e já começaram a treinar o movimento básico da capoeira, chamado de ginga.

A natureza foi a inspiração para os repertórios escolhidos pelos educadores Daniel Reginato e George Ferreira para o Ateliê Canto em Grupo. Com o projeto “Entre bichos e ritmos”, Daniel vai apresentar diferentes animais da fauna brasileira por meio de canções. Já as turmas de George conhecerão músicas que falam sobre elementos da natureza e sua relação com o ser humano, no projeto “Encantos da natureza”. Os dois repertórios incluem canções de grandes compositores brasileiros e de ritmos típicos do país.

A educadora Fúlvia Marchezi transformou os primeiros encontros do Ateliê Arte para Todos em sessões muito divertidas de contação de histórias. A ideia é que os participantes do ateliê explorem os elementos das histórias para depois aproveitá-los em suas próprias criações. Neste semestre as turmas farão pinturas em tecido, que serão transformadas em uma colcha de autorretratos para decorar um espaço da escola.

E a garotada do Ateliê Digital vai produzir filmes com a técnica de stop motion, que foi um sucesso com as turmas de 2015. Mas neste ano os filmes terão um toque diferente: as próprias crianças aparecerão como os personagens!

Começam as atividades do segundo semestre no Ateliê-Escola!

A criançada do Ateliê-Escola começou as atividades do segundo semestre a todo vapor! Alguns ateliês receberam novas turmas e outros deram continuidade ao trabalho realizado no primeiro semestre. As atividades tiveram início no dia 3 de agosto e, desde então, muita coisa já rolou nos ateliês!

A educadora Fúlvia Marchezi contou para as turmas do Ateliê Arte para Todos a história “Barba-Azul”, dos irmãos Grimm. As crianças foram separadas em grupos e fizeram uma ilustração do conto, que será ampliada e transformada em um mosaico. As histórias contadas no Ateliê Era Uma Vez… também estão sendo ilustradas pela garotada.

O pessoal dos ateliês Canto em Grupo e Som e Movimento – Percussão, retomaram as atividades e ensaios e estão se preparando para a apresentação de final de ano. No Ateliê Digital, as crianças começaram a fazer os roteiros para as animações em stop motion e estão separando materiais para construir os personagens e cenários.

A garotada já começou a praticar as novas brincadeiras apresentadas pela educadora Luana Batista no Ateliê Jogos e Brincadeiras. O Ateliê Som e Movimento – Capoeira também recomeçou repleto de brincadeiras, além de uma novidade: as turmas estão trabalhando com atabaque, berimbau, pandeiro, caxixi e agogô, instrumentos usados na capoeira.

Os espaços do Viveiro Escola voltaram das férias de cara nova! O viveiro da EMEF Alferes Tiradentes ganhou uma cisterna para captar a água da chuva, uma horta em caixotes e uma composteira. A nova horta construída no local foi aproveitada para o plantio de adubação verde, com plantas de raízes profundas que irão enriquecer o solo com nutrientes e prepará-lo para novas plantações. Na EMEFM Professor Linneu Prestes, o viveiro também recebeu uma cisterna, doada pelo projeto Escola de Cisterna, além de uma nova roça com mudas de mandioca, batata-doce e milho.

Desejamos um bom semestre a todas as crianças do Ateliê-Escola!

Cultura afro-brasileira nas escolas com os ateliês Som e Movimento

Em algumas matérias sobre os ateliês Som e Movimento (Percussão e Capoeira), do Ateliê-Escola, mencionamos atividades em que os educadores Mônica Santos e César Pedrosa explicam para as crianças a história do maracatu e da capoeira. Ambos surgiram com os homens e mulheres que foram trazidos da África, e são considerados manifestações afro-brasileiras. Levar esses ateliês às escolas não é apenas uma oportunidade de apresentar à garotada os movimentos, instrumentos e cantos, mas também de contribuir com uma lei muito importante: a lei nº 10.639.

Essa lei foi criada em 2003 e tornou obrigatório que as escolas incluam o estudo da história e da cultura afro-brasileira no currículo escolar. “São conteúdos que precisam ser trabalhados por muitos motivos. Em primeiro lugar, porque é uma das matrizes da nossa cultura”, diz Julia Pittier Tsezanas, que é musicista e mestre em História. Ela usa como exemplo diversos ritmos da música brasileira que foram influenciados pela cultura afro-brasileira, como o samba, o axé e a MPB.

SM - ALF - ABRIL (17)

Outro motivo importante é o combate ao preconceito. “Trazer toda a diversidade da cultura afro-brasileira para a escola ajuda a dimensionar a riqueza dessa matriz e a valorizá-la. Aos poucos, pode reverter a questão do racismo e trazer uma visão sem estereótipos da cultura negra”, afirma Julia. Para a musicista, os ateliês dedicados ao maracatu e à capoeira são muito enriquecedores por unirem o conteúdo com a arte.

As educadoras do Museu Afro Brasil Bruna Amaro dos Santos e Renata dos Santos também compartilham dessa opinião. Bruna explica que o maracatu de baque virado, praticado no Ateliê-Escola, é muito ligado a tradições da história dos negros que normalmente não são faladas em sala de aula. “É uma forma de entender a participação dos povos africanos na história do Brasil e a cultura que eles trouxeram”, conta.

Renata comenta que na capoeira também há elementos que contam a trajetória dos negros no país, como as canções, a estrutura da roda e o toque do berimbau. “Há muitas músicas que falam da luta dos negros, de sua condição como escravos, dos grupos étnicos, do sentimento em relação à África”, diz a educadora. “A capoeira é uma forma lúdica e mais palpável para abordar esse tema com as crianças”, completa.

SMC - LA - JUNHO 01 (11)