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Uma formação de brincadeira!

Mais uma vez, o Instituto Eurofarma está oferecendo uma formação para professores das redes públicas de Itapevi e São Paulo. O objetivo é compartilhar com professores e professoras as estratégias e recursos de ensino utilizados em dois projetos do Instituto, o Matéria-Prima Itapevi e o Ateliê-Escola. Neste ano, a formação é sobre o brincar na escola e está sendo conduzida por Biba Rigo, educadora do Ateliê-Escola.

A formação foi dividida em quatro encontros – em Itapevi, eles começaram no dia 19 de outubro, com a presença da secretária municipal de Educação, Virgínia Soares de Oliveira. O objetivo foi conversar com as professoras sobre a importância das brincadeiras livres na escola e sua relação com a valorização da infância. A cada encontro, Biba apresenta um repertório de brincadeiras e construção de brinquedos e convida as professoras a brincarem junto.

Para a professora Daniela Santos, do CEMEB Rui Barbosa, as brincadeiras realizadas na formação estão fazendo com que as professoras se lembrem do quão prazeroso é brincar. “Infelizmente, no Infantil, muitos professores estão tendo um olhar excessivamente alfabetizador e acabam se esquecendo das brincadeiras”, diz. “O que a gente está percebendo é que os professores estão focados em passar muitos conteúdos para as crianças pequenas. Então a gente está tentando mudar isso, e essas discussões são muito ricas”, acrescenta Edna Duraes de Santana, supervisora de Ensino da Secretaria Municipal de Educação de Itapevi.

A formação em São Paulo acontecerá ao longo do mês de novembro.

Brincadeiras que ultrapassam gerações no Ateliê de Jogos e Brincadeiras

É comum ouvirmos os adultos dizerem que as crianças não brincam mais como as gerações anteriores, que reuniam a vizinhança na rua e se divertiam com várias brincadeiras. E, de fato, a tecnologia e a dinâmica das grandes metrópoles mudaram a forma de brincar das novas gerações. Mas existe um movimento por parte de escolas e organizações que busca resgatar as brincadeiras tradicionais entre as crianças.

O projeto Território do Brincar é um exemplo. Os documentaristas Renata Meirelles e David Reeks viajaram pelo Brasil junto com seus filhos para conhecer e registrar as mais diversas formas de brincar em grandes e pequenas cidades e comunidades rurais, indígenas e quilombolas. Essa jornada já originou um documentário, filmes de curta-metragem, séries para TV, livros, artigos e uma exposição itinerante, formando um extenso registro da cultura infantil no país. Muitas dessas produções podem ser acessadas no site do projeto, como uma série de vídeos que mostram brincadeiras típicas de diferentes regiões brasileiras.

No Matéria-Prima Itapevi, esse tema está presente no Ateliê de Jogos e Brincadeiras, conduzido pela educadora Luana Batista. Ao longo do ano, Luana ensina brincadeiras tradicionais, como peteca, gato mia e bola de gude, e apresenta brincadeiras de todas as regiões do país. Os participantes brincam de sorriso milionário (Paraíba), pato, pato, ganso (Mato Grosso do Sul), acorda leão (Minas Gerais) e muitas outras. “Quando as crianças veem que estão brincando de uma brincadeira que surgiu em outro estado, ficam surpresas”, conta.

A educadora também pede para que os participantes conversem com seus familiares sobre as brincadeiras que aprenderam para saber se eles brincaram daquilo quando eram crianças. “Uma das coisas mais legais é essa identificação, acreditar que eles fazem parte disso, que seus pais e avós brincaram e que eles também estão brincando. Existe uma história, uma troca”, explica.

Luana acrescenta que brincar é um direito de toda criança – mas isso não significa que os adultos têm que ficar de fora. O documentário Tarja Branca (2014), dirigido por Cacau Rhoden, faz uma reflexão sobre a importância do brincar na educação e no desenvolvimento das crianças e a necessidade de manter as manifestações do brincar durante a vida adulta. Professores, pesquisadores, psicólogos, artistas e outros profissionais relembram as brincadeiras de infância e mostram que a brincadeira tem um papel relevante na socialização das pessoas, além de fazer parte da cultura popular.

Dois dias repletos de brincadeiras na Semana Mundial do Brincar

A Semana Mundial do Brincar é realizada desde 2009 pela organização Aliança pela Infância para promover a importância do brincar, e acontece na última semana de maio. O Matéria-Prima Itapevi participou desta iniciativa e organizou dois dias repletos de brincadeiras com a garotada! No dia 25 de maio, as atividades aconteceram na sede do MP Itapevi; já no dia 30 de maio, as crianças brincaram na Praça 18 de Fevereiro, em Itapevi. A educadora Luana Batista, do Ateliê de Jogos e Brincadeiras, conduziu toda a diversão. A ideia era que as crianças escolhessem tanto brincadeiras que estão aprendendo no ateliê quanto outras em que pudessem aproveitar o ambiente da praça. Divididas em grupos, elas brincaram de amarelinha, corda, balança, bolinha de sabão, queimada, rouba-bandeira e muito mais! No final do dia, todo mundo se juntou para um esconde-esconde coletivo.

Brincar e aprender no Ateliê Jogos e Brincadeiras

Aprender é sempre bom, mas quando a gente faz isso brincando, fica melhor ainda! E a proposta do Ateliê Jogos e Brincadeiras, do Ateliê-Escola, é justamente brincar de aprender. Os jogos e brincadeiras feitos com as crianças estão relacionados com temas que eles estudam em sala de aula, como matemática e português, além de assuntos como formas geométricas, reciclagem e partes do corpo humano.

A educadora Luana Batista explica que antes de começar as atividades ela conversa com as professoras das turmas para entender quais são os conteúdos em que as crianças precisam de uma forcinha a mais. Então ela retoma o assunto com a turma em sala de aula e faz adaptações de brincadeiras conhecidas incluindo o tema. É uma forma diferente e divertida de exercitar as coisas que eles aprenderam na escola.

A brincadeira de pique-bandeira, por exemplo, ganhou números ao invés de bandeiras. A turma é dividida em dois times, cada um com seu território. O objetivo é atravessar o território do adversário sem ser pego e tirar dois números que estão no final do campo. Luana pergunta um problema de matemática com esses números, e a equipe só ganha ponto se acertar! Se errar, o outro time tem a chance de responder e pontuar.

A competição é tratada de forma saudável: todos podem igualmente ganhar ou perder. E é muito legal ver as crianças se respeitando e aplaudindo quem ganhou! Luana reforça com a garotada que esse comportamento deve continuar no dia a dia. As atividades físicas também estão presentes nas brincadeiras: os pequenos correm, se movimentam e até mesmo aprendem o jeito certo de levantar, se cair. No final do semestre, os meninos e meninas mostram tudo que aprenderam em um campeonato no estilo “torta na cara”. Olha só como foi o do primeiro semestre!