Arquivos do Blog

Assembleia reúne crianças e educadores no MP Itapevi

A última assembleia do ano no Matéria-Prima Itapevi aconteceu no dia 16 de novembro. Alguns dias antes, as crianças receberam um papel para responder o que mais achavam legal no MP Itapevi, o que não é legal e precisa ser melhorado e o que elas podem fazer para melhorar o que não está bom. No dia, todas levaram suas anotações e compartilharam suas respostas, além de opinar sobre as respostas dos colegas. Elas discutiram sobre os ateliês, o horário livre, as refeições, bullying, entre outros tópicos.

Os educadores Bruno Helvécio, Fúlvia Marchezi, Marcio Maracajá e Renata Melo anotaram as respostas das crianças em três campos: “Fortalezas”, “Fraquezas” e “Oportunidades”. Agora, a equipe do projeto irá analisar as sugestões para elaborar um documento de propostas e princípios para o MP Itapevi, que será compartilhado com as crianças.

Formação sobre horta escolar em São Paulo

O Ateliê-Escola promoveu na segunda quinzena de outubro uma formação sobre horta escolar para 30 professores e gestores de escolas municipais de São Paulo. A formação foi conduzida por Amanda Frug, fundadora do Instituto Humanaterra, e por Bruno Helvécio, educador do Viveiro Escola. A parte teórica foi dada na sede do Matéria-Prima São Paulo e a parte prática aconteceu nas áreas de cultivo criadas pelo Instituto Eurofarma na EMEFM Professor Linneu Prestes e da EMEF Alferes Tiradentes.

Um diário para registrar reflexões e questionamentos sobre os ateliês

Neil Postman, um grande pensador do século XX, afirmou que perguntar e responder são nossas ferramentas intelectuais mais importantes. No Matéria-Prima Itapevi, essa afirmação de Postman é levada muito a sério. Por isso, criamos o Diário do MP, um caderno no qual as crianças registram o que aprenderam naquele dia, o que foi mais complicado de fazer e um espaço muito especial que diz “Viva! Depois de tudo o que aprendi hoje, eu tenho perguntas! Aqui estão elas”. Esse espaço mostra às crianças que devemos valorizar as dúvidas e questionamentos sobre aquilo que acontece nos encontros (e na vida). O registro é feito todos os dias ao final de cada ateliê.

O educador do Ateliê Era Uma Vez…, Márcio Maracajá, ressalta que o Diário é uma ferramenta que provoca uma problematização, já que os participantes precisam parar e pensar em tudo o que fizeram, inclusive questionar o que não entenderam ou o que acharam que não deu certo. As perguntas e respostas são exercícios essenciais e, por meio deles, as crianças vão aprendendo a se posicionar de maneira mais crítica, explica Márcio.

Para Bruno Helvécio, educador do Ateliê Itapevi + Verde, os problemas apontados pelas crianças são importantes para o próprio planejamento do ateliê. “Acredito que, para nós, é um indicador do que podemos melhorar ou ser mais claros no que queremos transmitir”, afirma.

Bruno reserva de 20 a 30 minutos ao final de cada ateliê para que os participantes preencham o Diário. Muitos deles ainda estão em fase de alfabetização e têm um pouco mais de dificuldade para elaborar seus registros, mas o educador – com o apoio das assistentes Regiane Araújo e Leidiane Silva – conversa com cada criança e as ajuda a colocar suas ideias no caderno da forma mais clara possível.

No Ateliê Era Uma Vez…, Márcio repassa as atividades realizadas com as crianças e também realiza um acompanhamento individual junto com as assistentes Regiane Araújo e Erica Pontes para auxiliar os pequenos com a escrita. “E é legal que os participantes que terminam mais rápido ajudam os colegas a preencher também”, conta. O educador destaca que o Diário ajuda a compreender melhor a proposta do ateliê. “É bom para entender o que é o ateliê, quais são nossos objetivos e nosso percurso para alcançar esses objetivos.”

O diário também permite que tanto os educadores quanto os coordenadores do projeto possam obter evidências claras dos avanços das crianças por meio da análise desses registros: a melhora na capacidade descritiva, a clareza na elaboração das perguntas e textos, entre outros.

Matéria-Prima Itapevi recebe visitas

Os pais e familiares dos participantes do Matéria-Prima Itapevi se reuniram mais uma vez na sede para o 8º encontro de pais no dia 24 de setembro. O educador Bruno Helvécio falou sobre a construção de vasos em espaços pequenos e plantou mudas com os pais. O MP Itapevi também recebeu a visita dos pilotos da Stock Car Max Wilson e Ricardo Mauricio em 28 de setembro. Eles foram entrevistados pela garotada do Ateliê Matéria-Prima no Ar para a revista eletrônica “Abre-te Cérebro”.

Pesquisa de campo do Ateliê Itapevi + Verde

O Instituto Humanaterra foi local de uma pesquisa de campo do Ateliê Itapevi + Verde, do Matéria-Prima Itapevi. Os participantes do ateliê e o educador Bruno Helvécio foram até lá em 21 e 23 de setembro para pesquisar sobre possibilidades de plantio.

Um viveiro para toda a escola na EMEF Alferes Tiradentes

Um espaço de aprendizado, contato com a natureza e integração entre a escola e a comunidade. É assim que é visto o viveiro da EMEF Alferes Tiradentes, criado em 2013 por meio de uma parceria com o Viveiro Escola, do Ateliê-Escola. O viveiro ocupa um espaço bem amplo no estacionamento da escola e conta com diversos recursos, como uma minicisterna, uma composteira e uma roda de bananeiras.

O coordenador pedagógico da escola, Silem Santos Silva, conta que o Viveiro Escola colocou em prática uma proposta que a equipe estava bastante interessada em fazer, mas ainda não tinha conseguido devido às atividades que ocupam a rotina dos professores. “A parceria com o Ateliê-Escola é extremamente importante”, diz Silem. “Quando o Ateliê-Escola entrou, ele deu conta desse outro conteúdo que está no dia a dia escolar, mas na modalidade extraclasse”, explica.

Na EMEF Alferes Tiradentes, as turmas dos anos iniciais são as que participam do Viveiro Escola, mas o viveiro é aberto a atividades de todas as turmas. O coordenador menciona que o espaço já foi local para contações de histórias e para uma atividade do 7º ano em que os alunos fizeram uma identificação das plantas do viveiro e das árvores da escola. “O viveiro cria um contato com a natureza, respeito à terra, noção de como lidar com a vida, compreensão dos processos de plantio e colheita. As crianças também passam a valorizar o trabalho no campo, os alimentos e o trabalho manual”, afirma.

Silem destaca que o espaço do viveiro é bastante valorizado tanto pela comunidade escolar quanto pela comunidade externa. Funcionários e pais podem levar mudas para casa e muitos professores conversam com o educador Bruno Helvécio para saber como fazer o plantio. As cozinheiras e a equipe de limpeza também contribuem com a composteira levando restos de cascas de alimentos e folhas recolhidas no pátio da escola.

Não é à toa que o viveiro da EMEF Alferes Tiradentes serviu como modelo para professores, coordenadores e diretores de outras escolas públicas de São Paulo nas formações sobre horta escolar organizadas em 2015 pelo Ateliê-Escola. Para Silem, esse é um motivo de orgulho. “As escolas públicas têm uma certa rejeição a esse tipo de projeto com a comunidade por receio de depredação. Nós não temos esse problema aqui, percebemos um grande respeito das pessoas que vêm aqui aos finais de semana e da comunidade interna. Eles veem a beleza do espaço e o aprendizado das crianças e respeitam o viveiro.”

Essa boa experiência levou o coordenador e um professor da escola a pensar na expansão do jardim que fica perto do estacionamento. Eles pretendem utilizar conceitos de geometria para planejar o espaço e conversar com o educador Bruno para entender quais tipos de plantas poderão ser plantadas, o tipo de terra a ser utilizada e de que forma podem fazer a ampliação. Temos certeza de que será mais um lindo espaço para toda a escola aproveitar!