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Ateliê Som e Movimento – Percussão na 2ª Festa Recanto Nordestino

As crianças do Ateliê Som e Movimento – Percussão da EMEF João Gualberto do Amaral Carvalho fizeram sua primeira apresentação em um evento fora da escola! A turma do Ateliê-Escola foi convidada para participar da 2ª Festa Recanto Nordestino, realizada no dia 22 de agosto no CEU Caminho do Mar.

O evento dedicado à cultura típica nordestina recebeu apresentações de dança, música e saraus de diversas escolas e grupos. Cerca de 15 participantes do Ateliê, acompanhados pela educadora Mônica Santos, pelo assistente Fábio Barros e pela professora Cida Santos, fizeram uma apresentação de 30 minutos com músicas tradicionais das nações de maracatu.

A meninada adorou participar do evento e ter a oportunidade de tocar para os pais, alunos e moradores da região. A deputada estadual e cantora Leci Brandão, que também estava na festa, parabenizou e elogiou as crianças do Ateliê pela apresentação!

As turmas da EMEF João Gualberto e da EMEF Alferes Tiradentes também fizeram uma atividade muito bacana no Ateliê Som e Movimento – Percussão neste mês. A educadora Mônica Santos e o assistente Fábio Barros organizaram uma oficina para as crianças aprenderem a fazer a manutenção das alfaias, que são os tambores típicos do maracatu! Elas viram como trocar a pele dos instrumentos e afiná-los. Na EMEF João Gualberto essa oficina aconteceu em 20 de agosto, e na EMEF Alferes Tiradentes aconteceu em 28 de agosto.

Maracatu no ateliê e na sala de leitura da EMEF João Gualberto

O Ateliê Som e Movimento – Percussão, do Ateliê-Escola, conta com uma grande parceira na EMEF João Gualberto do Amaral Carvalho. A professora da sala de leitura Cida Santos acompanha o ateliê desde seu início, em 2012. Ela é apaixonada por maracatu, e prepara atividades especialmente para o pessoal do ateliê sobre a história dessa manifestação cultural.

“Conheci o maracatu em uma viagem que fiz para Pernambuco. Quando cheguei no centro histórico de Olinda, estava acontecendo um ensaio de várias nações (grupos tradicionais de maracatu) da cidade. Ouvi aqueles tambores e achei maravilhoso, acompanhei tudo”, conta Cida. Depois de fazer um curso no Museu Afro Brasil sobre a história do negro no país, só aumentou a vontade da professora de incluir o maracatu na escola. A chance veio com o Ateliê Som e Movimento. “Tenho um carinho especial por esse ateliê. As crianças também adoram, participam com vontade”, diz.

Para complementar os encontros com a educadora Mônica Santos, Cida reúne os participantes na sala de leitura e conta as origens do maracatu, que estão totalmente ligadas com a cultura trazida pelos negros ao Brasil. Ela também explica os diferentes tipos de maracatu, exemplos de nações e outras informações por meio de slides e sugestões de leitura. Neste ano, a professora também quer levar a turma ao laboratório de informática para fazer pesquisas sobre o assunto.

“Colocar o maracatu dentro da escola é muito significativo. É uma oportunidade para as crianças conhecerem um bem cultural brasileiro maravilhoso, que deve ser preservado”, afirma Cida.