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Papel, fita crepe, tinta e muita imaginação para criar monstros

O Matéria-Prima Itapevi foi invadido por monstros – de mentirinha, é claro! As crianças do Ateliê Arte na Cidade estão fazendo esculturas de monstros que elas mesmas inventaram, utilizando a técnica de empapelamento. A nova educadora do Ateliê neste semestre, Roberta Fortunato, dividiu os participantes entre dois temas: “Monstro: é o bicho!”, para os grupos verde e amarelo, e “Monstro, eu?”, para o grupo vermelho.

Antes de iniciar as criações, ela apresentou como referência diversas criaturas que estão no “Livro dos seres imaginários”, do escritor argentino Jorge Luis Borges. As crianças fizeram uma análise dos textos do livro, que é uma enciclopédia de seres fantásticos presentes em mitos, lendas, religiões e na literatura. Além disso, discutiram o que faz com que uma criatura seja considerada um monstro – será que todo monstro é feio ou malvado?

Depois, elas soltaram a imaginação para fazer o projeto de um monstro, descrevendo suas características e onde vive! Os grupos verde e amarelo fizeram monstros que misturam atributos de dois ou mais animais, e o grupo vermelho, de animais com humanos. Surgiram criaturas que eram uma junção de girafa com serpente, de centopeia com dinossauro, de tigre com cobra… Alguns alunos também se inspiraram em seres conhecidos, como as sereias, o deus egípcio Anúbis (com corpo de humano e cabeça de chacal) e a Quimera, um monstro da mitologia grega que tem cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.

As esculturas são modeladas com jornal e fita crepe e empapeladas com papel craft e cola branca. Para as cores ficarem bem vivas, a tinta acrílica será passada em cima de uma base de tinta branca. Roberta ainda trouxe livros e modelos em miniatura de animais para que a garotada pudesse observar as características das espécies escolhidas. “Estamos com um ‘monstruário’ enorme”, brinca a educadora. Ela também explica que essa atividade vai além de aprender uma nova técnica de arte. “A criação de seres fantásticos faz parte da história da humanidade, então elas estão participando de algo maior, que é poder ser autor, criador de algo.”

Todas as esculturas serão expostas no MP Itapevi, com direito a fichas técnicas e uma vernissage (evento que inaugura uma exposição de arte). Algumas delas ficarão na sede do MP Itapevi, e as outras serão doadas a uma creche da cidade.

Das ruas para a escola: lambe-lambe no Ateliê Arte para Todos

Assim como o pessoal da EE Amélia Moncon Ramponi fez no primeiro semestre, os participantes do Ateliê Arte para Todos do Ateliê-Escola na EMEF Carlos de Andrade Rizzini e na EMEF João Gualberto do Amaral Carvalho fizeram uma instalação supercolorida nas escolas usando a técnica de lambe-lambe!

O educador Renato Izabela começou o projeto mostrando às crianças várias obras de arte, desde a pré-história até os dias de hoje. Assim, elas ficaram ainda mais próximas do universo das artes visuais. Depois, a turma fez várias atividades de desenho e pintura, que incluíram exercícios com pontos, linhas, retas, curvas, cores e desenhos tridimensionais.

E, finalmente, chegou a hora de conhecer o lambe-lambe! Essa técnica é muito usada nas ruas de grandes cidades para passar uma mensagem, como a divulgação de um evento cultural ou manifestações políticas e sociais. Os participantes do ateliê fizeram pôsteres com suas próprias fotos, todas pintadas com giz pastel, da maneira que preferiram. As crianças participaram da instalação nas escolas, que foi feita usando uma mistura de água e cola para fixar os pôsteres na parede e formar um grande e bonito painel!