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Cultura afro-brasileira nas escolas com os ateliês Som e Movimento

Em algumas matérias sobre os ateliês Som e Movimento (Percussão e Capoeira), do Ateliê-Escola, mencionamos atividades em que os educadores Mônica Santos e César Pedrosa explicam para as crianças a história do maracatu e da capoeira. Ambos surgiram com os homens e mulheres que foram trazidos da África, e são considerados manifestações afro-brasileiras. Levar esses ateliês às escolas não é apenas uma oportunidade de apresentar à garotada os movimentos, instrumentos e cantos, mas também de contribuir com uma lei muito importante: a lei nº 10.639.

Essa lei foi criada em 2003 e tornou obrigatório que as escolas incluam o estudo da história e da cultura afro-brasileira no currículo escolar. “São conteúdos que precisam ser trabalhados por muitos motivos. Em primeiro lugar, porque é uma das matrizes da nossa cultura”, diz Julia Pittier Tsezanas, que é musicista e mestre em História. Ela usa como exemplo diversos ritmos da música brasileira que foram influenciados pela cultura afro-brasileira, como o samba, o axé e a MPB.

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Outro motivo importante é o combate ao preconceito. “Trazer toda a diversidade da cultura afro-brasileira para a escola ajuda a dimensionar a riqueza dessa matriz e a valorizá-la. Aos poucos, pode reverter a questão do racismo e trazer uma visão sem estereótipos da cultura negra”, afirma Julia. Para a musicista, os ateliês dedicados ao maracatu e à capoeira são muito enriquecedores por unirem o conteúdo com a arte.

As educadoras do Museu Afro Brasil Bruna Amaro dos Santos e Renata dos Santos também compartilham dessa opinião. Bruna explica que o maracatu de baque virado, praticado no Ateliê-Escola, é muito ligado a tradições da história dos negros que normalmente não são faladas em sala de aula. “É uma forma de entender a participação dos povos africanos na história do Brasil e a cultura que eles trouxeram”, conta.

Renata comenta que na capoeira também há elementos que contam a trajetória dos negros no país, como as canções, a estrutura da roda e o toque do berimbau. “Há muitas músicas que falam da luta dos negros, de sua condição como escravos, dos grupos étnicos, do sentimento em relação à África”, diz a educadora. “A capoeira é uma forma lúdica e mais palpável para abordar esse tema com as crianças”, completa.

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Saúde e cultura começam o mês de maio no MPSP

O Matéria-Prima São Paulo teve um mês focado em saúde e cultura!

No dia 21 de maio, cerca de 240 crianças participaram de uma gincana da saúde. Elas reservaram 30 minutinhos (do período da manhã e tarde) para responder a perguntas sobre alimentação, saúde e higiene pessoal. No final de cada atividade, a galera do MPSP sorteou um kit de higiene pessoal. A vencedora da manhã foi Vitória Malanconi e no período da tarde foi Kauê Cordeiro de Almeida!

A atividade foi criada pela enfermeira Talita Naider, junto com a equipe do MPSP. A intenção foi reforçar a importância da higiene pessoal e da cadeia alimentar nas nossas vidas.

Já no dia 26 de maio, os pequenos do Ateliê Jogos e Brincadeiras foram pela primeira vez até a Aldeia de Carapicuíba para conhecer ocas – sim, aquelas casas onde os índios vivem! Eles entraram na aldeia, conheceram a rotina e as pessoas que vivem por lá. A atividade reuniu 90 pequenos, foi incrível!

Eles viram que as crianças da aldeia fazem seus próprios brinquedos, lavam os próprios talheres, não usam calçados e gostam muito de música – elas mesmas confeccionam seus próprios instrumentos. Com tambores parecidos com os de maracatu, os pequenos da aldeia fizeram uma apresentação para o pessoal do MPSP. A atividade foi acompanhada pela educadora Haiesca Martins.

Que venham os próximos meses com muitas novidades e atividades para contar!