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Jubileu: canções da MPB na voz das crianças do Ateliê Canto em Grupo

O Jubileu da Eurofarma, realizado no dia 27 de abril, contou novamente com uma linda apresentação do Ateliê Canto em Grupo, do Matéria-Prima Itapevi! O evento é uma grande festa que homenageia os funcionários da Eurofarma que completaram 10, 15, 20 e 25 anos de trabalho na empresa. 20 crianças, acompanhadas pelo educador Daniel Reginato, se apresentaram aos mais de 200 convidados presentes no Buffet Torres, em São Paulo (SP). O repertório foi composto por canções populares da MPB: “Estrela”, de Gilberto Gil; “O pato”, de Jaime Silva e Neusa Teixeira; e “Abri a porta”, de Dominguinhos e Gilberto Gil.

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O Passo: uma educação musical para todos

“A ideia do famoso ‘dom’, de que se nasceu ou não para a música, é perigosíssima e tem realmente servido apenas como desculpa tanto para aqueles estudantes que não têm forças para entrar ou permanecer num processo de ensino-aprendizagem musical quanto para aqueles professores que não sabem como conduzir esse processo.”

Lucas Ciavatta, autor do método para a educação musical O Passo

Entre as ações do Ateliê-Escola, está o Ateliê Canto em Grupo. O ensino de música, embora esteja previsto por lei, está longe de ser oferecido pela maioria das unidades escolares. Razões para isso, como sabemos, não faltam. Mas, felizmente, para algumas escolas, a presença dos educadores do Instituto Eurofarma tem tornado possível esse ensino.

Duas das perguntas-chave que orientam qualquer ação educativa, “O que queremos ensinar?” e “Como vamos fazer isso?”, têm sido respondidas no contexto do Ateliê Canto em Grupo da seguinte maneira: queremos que os estudantes conheçam compositores e sejam capazes de cantar canções que se tornaram “clássicos” da música brasileira. Para isso, vamos lhes apresentar obras de Pixinguinha, Luís Gonzaga, Dorival Caymmi, Noel Rosa, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Caetano Veloso e outros. Queremos também que os estudantes conheçam e valorizem a diversidade rítmica brasileira, porque a consideramos um dos nossos patrimônios culturais mais importantes.

E como vamos ensinar o que estamos nos propondo? O uso d’O Passo no Ateliê-Escola

O Ateliê Canto em Grupo é conduzido por quatro educadores. Embora cada um tenha seu jeito de ensinar, todos concordam sobre a eficácia do método de educação musical chamado O Passo, criado pelo carioca Lucas Ciavatta e que tem sido usado não só no Brasil, como em outras partes do mundo.

Qualquer produção sonora feita por uma pessoa demanda necessariamente algum movimento corporal. Ou seja, não é possível tocar ou cantar sem realizar algum tipo de movimento. O corpo, portanto, é o único instrumento do qual não podemos prescindir para fazer música. Foi a partir dessa observação (aparentemente óbvia), que Lucas Ciavatta desenvolveu O Passo.

Os dois princípios que orientaram a elaboração do método, a inclusão e a autonomia, foram decisivos para sua adoção pelo Ateliê-Escola. O princípio da inclusão expressa a crença de Lucas de que todos são capazes de aprender música, crença compartilhada pelos gestores do Ateliê-Escola. Além disso, Lucas também se dedicou a elaborar um jeito de ensinar que contasse apenas com recursos bem simples: palma e voz. Assim, não é necessário instrumentos ou equipamentos que, muitas vezes, as escolas têm dificuldade em conseguir.

O método consiste no uso de movimentos específicos com os pés (os passos) e as mãos (as palmas) para acompanhar a pulsação da música e, consequentemente, entender sua estrutura rítmica. “É uma linha de pensamento de educação musical que defende que é o corpo que vai facilitar a compreensão do ritmo dentro de uma pulsação. Então o corpo está sempre manifestando a pulsação da música para que a gente possa compreender os eventos rítmicos em relação a essa pulsação”, diz Daniel Reginato, um dos educadores do ateliê.

Em uma das atividades, os participantes precisam acompanhar as palmas do educador, porém, de costas para ele – o que não dá certo. Daniel pergunta o que poderiam fazer para que todos batessem palmas ao mesmo tempo, e as próprias crianças dão a sugestão: contar até três para bater as palmas. É a deixa para o educador apresentar O Passo Quaternário Simples, em que um compasso de quatro tempos é marcado por dois passos para frente e dois para trás. Ao contar os passos e saber em qual deles todos vão bater palmas, os pequenos conseguem fazer isso juntos, sem depender de ver o que Daniel está fazendo.

Para conhecer mais sobre O Passo, acesse: opasso.com.br.

Música e dança em visitas do MP Itapevi

No dia 27 de agosto, os participantes de dois ateliês do Matéria-Prima Itapevi realizaram visitas com muita música e dança. O Ateliê Canto em Grupo, acompanhado do educador Daniel Reginato, conheceu a Escola do Auditório Ibirapuera e assistiu aos ensaios dos alunos. Já a educadora Simone Medeiros levou o Bloco MPI, do Ateliê de Percussão, à EE Professor Antonio Alves Cruz para cantar e dançar com o Grupo Maracatu Bloco de Pedra.

Encontros para reunir pais, responsáveis e familiares no MP Itapevi

O Matéria-Prima Itapevi tem um sábado reservado a cada mês para um encontro com os pais, responsáveis e familiares das crianças participantes. Os encontros de pais começam com um café da manhã e uma conversa com a coordenação. Em seguida, um dos educadores apresenta o ateliê pelo qual é responsável e realiza uma dinâmica com os participantes. É uma forma de integrá-los às atividades do MP Itapevi e mostrar um pouquinho do que acontece nos ateliês. Cerca de 60 pais, responsáveis e familiares participaram de seis encontros no primeiro semestre deste ano. Veja como foram!

1º encontro: Em fevereiro houve dois encontros de pais. O primeiro aconteceu no dia 13 e foi conduzido pela coordenação do MP Itapevi. A equipe falou sobre os ateliês e as atividades que serão realizadas ao longo do ano, além de apresentar os educadores e a equipe do MP Itapevi.

2º encontro: No dia 27 de fevereiro, a educadora Simone Medeiros, do Ateliê de Percussão, explicou cada instrumento utilizado pelo Bloco MPI no Ateliê. Ela também fez uma oficina em que os pais, responsáveis e familiares tocaram uma música usando o corpo como instrumento, batendo as mãos e os pés.

3º encontro: O encontro seguinte aconteceu em 26 de março e contou com dois educadores. Edson Santos, do Ateliê de Capoeira, mostrou movimentos e instrumentos tocados na roda de capoeira e convidou alguns participantes para fazer os movimentos junto com ele. Roberta Fortunato se apresentou como a nova educadora do Ateliê Arte na Cidade e compartilhou os trabalhos que as crianças tinham feito até o momento.

4º encontro: As educadoras Catiusca Borges, Maria Lúcia Vidal e Renata Melo organizaram uma atividade do Ateliê de Linguagem com os pais, responsáveis e familiares no dia 30 de abril. Eles escreveram uma nova versão da fábula “O leão e o ratinho” e compartilharam com o grupo. Catiusca, Maria Lúcia e Renata também deram sugestões de coisas que a família pode fazer em casa para ajudar as crianças a melhorar a leitura e a escrita.

5º encontro: O Ateliê Canto em Grupo foi o tema do 5º encontro, realizado em 21 de maio. O educador Daniel Reginato conduziu jogos musicais e uma brincadeira de mímica e imitação. Depois ele ensinou a música “Maracangalha”, de Dorival Caymmi, para que todos os participantes cantassem em coro.

6º encontro: No último encontro do semestre, em 25 de junho, a educadora Renata Melo e os participantes do Ateliê Matéria-Prima Encena realizaram a primeira etapa da oficina de bonecos de materiais recicláveis junto com os pais, responsáveis e familiares. Eles vão terminar de construir seus bonecos no próximo encontro de pais, que acontece em agosto.

Últimas atividades do semestre nos ateliês do Matéria-Prima Itapevi

Apresentação de canto, piquenique, oficinas com os pais… Teve muita coisa bacana na última semana de atividades do semestre no Matéria-Prima Itapevi! A gente já contou como foi a exposição do Ateliê Arte na Cidade nesta matéria. Agora você vai conferir o que aconteceu nos outros ateliês.

O Ateliê de Linguagem teve encerramentos diferentes nas três turmas. A turma A, da educadora Maria Lúcia Vidal, dedicou o mês de junho para estudar textos relacionados à Festa Junina, como letras de músicas e receitas. Eles fizeram cartazes para anunciar a Festa Julina do MP Itapevi e, no último dia, prepararam uma receita de pé-de-moça para servir na festa. As crianças da turma B escreveram novos finais para três lendas e mitos estudados no semestre com a educadora Renata Melo. Na turma C, os meninos e meninas fizeram apresentações orais das resenhas que escreveram sobre três filmes de curta-metragem. A educadora Catiusca Borges também sorteou livros que fizeram parte do projeto “Eu te levo, você me leva” entre a garotada. Os textos que as três turmas escreveram durante o semestre foram expostos em um mural no MP Itapevi.

Os pais e responsáveis do pessoal do Ateliê Matéria-Prima Encena participaram de uma oficina de bonecos feitos de materiais recicláveis. Os filhos ensinaram os familiares a construir fantoches de monstros e extraterrestres, e o trabalho será finalizado em uma segunda oficina em agosto. A educadora Renata Melo disse que os bonecos que serão utilizados nas apresentações do segundo semestre já estão prontinhos! No Ateliê Itapevi + Verde, o educador Bruno Helvécio organizou um delicioso piquenique de frutas com as crianças na EE Paulo de Abreu.

A garotada do Ateliê Canto em Grupo e o educador Daniel Reginato selecionaram algumas músicas do repertório do primeiro semestre para apresentar aos participantes e funcionários do MP Itapevi, como “Samba de Maria Luiza”, de Tom Jobim, “Mas que nada”, de Jorge Ben Jor, e “Samba da Bênção”, de Vinicius de Moraes. O Bloco MPI, do Ateliê de Percussão, aproveitou para ensaiar junto com a educadora Simone Medeiros as músicas da apresentação que encerrou o semestre, realizada na Festa Julina do MP Itapevi. Os Ateliês de Capoeira, do educador Edson Santos, Era Uma Vez…, do educador Márcio Maracajá, e Matéria-Prima no Ar, da educadora Renata Melo, já finalizaram o percurso de atividades do primeiro semestre.

Meio ambiente, cultura regional e bichos no Ateliê Canto em Grupo

Neste ano, as atividades do Ateliê Canto em Grupo, do Ateliê-Escola, têm novos temas nas turmas dos educadores George Ferreira e Daniel Reginato. As músicas escolhidas por George seguem o tema “Encantos da natureza”, e falam sobre natureza, meio ambiente e ecologia. Já o repertório que Daniel selecionou mistura ritmos regionais e canções sobre bichos de cada região do Brasil, com o tema “Entre bichos e ritmos”.

George explica que sua proposta é incentivar as crianças a pensar mais sobre a preservação do meio ambiente e lembrar que os seres humanos e a natureza estão conectados. “Esquecemos que a natureza faz parte da gente. Achamos que ela está desvinculada do nosso espaço, com tantos prédios, construções e asfalto, mas ela existe entre nós”, comenta. Os debates sobre esse assunto acontecerão no segundo semestre a partir das letras de canções como “Correnteza”, de Tom Jobim, “O vento”, de Dorival Caymmi, e “Benke”, de Milton Nascimento.

As atividades deste semestre são dedicadas a apresentar a linguagem musical para os participantes do Ateliê, com jogos e brincadeiras que exploram a musicalização, a percussão corporal, a coordenação motora, entre outras habilidades. Para isso, o educador escolheu músicas que são adequadas para quem está iniciando no canto: “Canto do povo de um lugar”, de Caetano Veloso, e “Minha canção”, de Chico Buarque.

As turmas anteriores de Daniel já seguiam um repertório que representava a diversidade cultural do Brasil. Agora ele resolveu incrementar o tema com compositores de cada região e músicas que falam de bichos ameaçados de extinção de biomas do Norte ao Sul do país. Junto às letras das canções, o educador incluiu atividades para serem feitas fora do Ateliê, que envolvem a interpretação da letra, as culturas regionais e as características dos animais. “As professoras também podem aproveitar e relacionar as atividades às matérias em sala”, diz.

Assim como George, Daniel primeiro apresentou a música de Caetano Veloso “Canto do povo de um lugar”. “É simples, mas tem grande representatividade por ser de um compositor do Nordeste que passou a viver no Sudeste”, explica. As crianças também já conversaram sobre as canções “Maracangalha”, de Dorival Caymmi, “Quem não teme a sucuri?”, de Xavier Bartaburu e Edson Penha, e “Eu só quero um xodó”, de Dominguinhos e Anastácia. Além das discussões sobre as letras e ritmos, a meninada faz jogos com movimentos corporais e elementos da música, exercícios vocais e, é claro, pratica o canto.

No final deste semestre, as turmas dos dois educadores vão conduzir oficinas para outros alunos das escolas com jogos e canções que conheceram no Ateliês. E uma grande apresentação será realizada no final do ano para os pais e toda a comunidade escolar.