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2ª formação sobre horta escolar é realizada pelo Ateliê-Escola

Cerca de 30 pessoas participaram da segunda formação sobre horta escolar promovida pelo Ateliê-Escola (veja como foi a primeira). A formação aconteceu nos dias 21, 22 e 24 de outubro e reuniu professores, coordenadores e diretores de escolas públicas de São Paulo (SP). O CEI Cantinho da Criança levou inclusive a equipe da cozinha! A escola quer envolver todos os profissionais para implementar uma horta.

Os dois primeiros dias de formação foram realizados na sede do Matéria-Prima São Paulo. A bióloga e permacultora Flávia Cremonesi conversou com os participantes sobre a importância de criar uma horta na escola, alternativas para o cultivo e atividades de educação ambiental que podem ser feitas nesse espaço. Os educadores também puderam tirar dúvidas e compartilhar as experiências de sua escola.

Já no terceiro dia, a educadora Daniele Castro acompanhou os participantes em uma visita ao viveiro da EMEF Alferes Tiradentes, mantido pelo Viveiro Escola, do Ateliê-Escola. Eles conheceram o espaço, montaram sementeiras e uma horta em caixotes e finalizaram o encontro com uma confraternização.

Um viveiro cheio de recursos

Durante a visita ao viveiro da EMEF Alferes Tiradentes, os participantes puderam conhecer os diversos recursos usados para ajudar na manutenção do espaço. Um deles é o sistema de captação de água da chuva, composto por uma minicisterna de 200 litros e uma roda de bananeiras. A água armazenada na minicisterna é usada para regar as plantas. E quando tem bastante chuva, a água que transborda é direcionada para a roda de bananeiras, onde é absorvida em um buraco com folhas secas e galhos e aproveitada pelas bananeiras.

Os educadores viram diferentes jeitos de construir canteiros, com materiais como madeira, tijolo e pneus. Além disso, conheceram duas técnicas usadas no viveiro: a adubação verde, que prepara a terra para o plantio, e a técnica das plantas companheiras, na qual o plantio das espécies é organizado de uma forma que elas contribuam para o crescimento umas das outras. Uma das coisas mais legais é que a escola mobilizou todas as equipes para colaborar com o viveiro. A composteira é um exemplo disso – para fazer o adubo, as cozinheiras contribuem com restos de cascas de alimentos e a equipe de limpeza, com folhas recolhidas no pátio da escola.

Gustavo Weiss, professor de ciências da EMEF Alferes Tiradentes, quer envolver o pessoal do Ensino Fundamental II em atividades no viveiro, e participou da formação. Educadores de mais quatro escolas parceiras do Ateliê-Escola que pretendem implementar hortas também estiveram presentes: EMEF João Gualberto do Amaral Carvalho, EE Professora Amélia Moncon Ramponi, EMEF Carlos de Andrade Rizzini e EMEF Professora Maria Lucia dos Santos.

Ateliê-Escola oferece formação sobre horta escolar a professores

Nos dias 30 de setembro e 1 e 3 de outubro, o Ateliê-Escola promoveu uma formação para professores da rede pública de São Paulo (SP) sobre horta escolar. O objetivo foi mostrar aos educadores a importância de criar uma horta na escola, apresentar alternativas de cultivo e atividades de educação ambiental e esclarecer dúvidas sobre o assunto. A bióloga e permacultora Flávia Cremonesi conduziu a formação.

Os primeiros dois encontros aconteceram na sede do Matéria-Prima São Paulo. Flávia falou sobre os quatro elementos que compõem a natureza (água, terra, ar e fogo) e sua relação com os espaços de cultivo; mostrou diferentes tipos de horta que podem ser construídas nas escolas e por que elas são um espaço de educação ambiental; e sugeriu atividades e brincadeiras que podem ser feitas na horta relacionadas às matérias escolares.

Outro assunto bem interessante foi o consumo de alimentos livres de agrotóxicos. É um tema importante para as escolas municipais de São Paulo, já que este ano foi aprovada uma lei que obriga as escolas a incluir alimentos orgânicos ou de base agroecológica (que não utiliza agrotóxicos e outras substâncias que prejudicam o meio ambiente) na merenda. Os professores foram bastante participativos na formação, tirando dúvidas, fazendo comentários e compartilhando suas experiências com hortas.

O terceiro encontro foi uma visita ao viveiro da EMEF Alferes Tiradentes, mantido em parceria com o Viveiro Escola, do Ateliê-Escola. Flávia apresentou o espaço e todos os componentes do viveiro aos professores. Para mostrar que dá para criar uma horta em espaços de qualquer tamanho, a bióloga fez junto com os professores uma horta em caixotes e uma sementeira. Todos ajudaram a preparar a terra, montar os caixotes e plantar as sementes e mudas! O dia terminou com uma confraternização, que incluiu um guacamole feito na hora por Flávia e pelos participantes, torradinhas e lanches.

“Achei uma iniciativa muito bacana, principalmente a aula prática”, comentou a professora Cláudia Regina Moura da Silva, uma das participantes. Sua turma da Educação Infantil da EMEI Aurélio Buarque de Holanda Ferreira já fez um canteiro com garrafas PET. Agora, Cláudia pretende incentivar a escola toda a se envolver em um projeto de horta. “Já indiquei a formação para outras professoras da escola. Flávia disse que é importante que a horta seja um projeto da escola, e não de um professor só, e é isso que eu espero passar para eles”, conta.

Todos os professores que participaram receberam um link de acesso a materiais sobre horta e permacultura para baixar gratuitamente. Ficou com vontade de participar? Então não perca a segunda formação, que acontece nos dias 21 e 22 outubro das 19h às 21h e no dia 24 de outubro das 9h às 13h. As inscrições são gratuitas e já estão abertas para professores da rede pública. Para mais informações, envie um e-mail para taiane@lfdb.com.br.

Viveiro Escola como espaço de formação

O viveiro da EMEF Alferes Tiradentes se transformou em um espaço de formação, que serve até de modelo para outras escolas! Além dos participantes da formação, o espaço também recebeu a visita de educadores e alunos da EMEF João Gualberto do Amaral Carvalho. É que a professora Sandra Dutra está implementando uma horta na escola, e quis conhecer o viveiro do Alferes junto com a coordenadora Christiane Zuchetti no dia 9 de setembro. Elas gostaram tanto do espaço, que levaram os alunos do 4º ano B para conhecê-lo também no dia 24 de setembro! O educador Bruno Helvécio apresentou o viveiro, e depois as crianças acompanharam as atividades de uma das turmas do Viveiro Escola.

Ateliê Som e Movimento – Percussão na 2ª Festa Recanto Nordestino

As crianças do Ateliê Som e Movimento – Percussão da EMEF João Gualberto do Amaral Carvalho fizeram sua primeira apresentação em um evento fora da escola! A turma do Ateliê-Escola foi convidada para participar da 2ª Festa Recanto Nordestino, realizada no dia 22 de agosto no CEU Caminho do Mar.

O evento dedicado à cultura típica nordestina recebeu apresentações de dança, música e saraus de diversas escolas e grupos. Cerca de 15 participantes do Ateliê, acompanhados pela educadora Mônica Santos, pelo assistente Fábio Barros e pela professora Cida Santos, fizeram uma apresentação de 30 minutos com músicas tradicionais das nações de maracatu.

A meninada adorou participar do evento e ter a oportunidade de tocar para os pais, alunos e moradores da região. A deputada estadual e cantora Leci Brandão, que também estava na festa, parabenizou e elogiou as crianças do Ateliê pela apresentação!

As turmas da EMEF João Gualberto e da EMEF Alferes Tiradentes também fizeram uma atividade muito bacana no Ateliê Som e Movimento – Percussão neste mês. A educadora Mônica Santos e o assistente Fábio Barros organizaram uma oficina para as crianças aprenderem a fazer a manutenção das alfaias, que são os tambores típicos do maracatu! Elas viram como trocar a pele dos instrumentos e afiná-los. Na EMEF João Gualberto essa oficina aconteceu em 20 de agosto, e na EMEF Alferes Tiradentes aconteceu em 28 de agosto.

Conhecer as histórias para contá-las do nosso próprio jeito

No encerramento do semestre do Ateliê Era Uma Vez…, do Ateliê-Escola, as crianças atuaram como verdadeiras contadoras de histórias! A gente já tinha falado aqui no blog sobre o repertório variado de histórias que elas conheceram e os elementos da narrativa que exploraram. E foi a partir deles que os pequenos conseguiram se apropriar das histórias para contá-las com suas próprias palavras.

O educador Márcio Maracajá convidou as crianças a identificar, em cada história, todos os elementos da narrativa. Elas também imaginaram como seriam detalhes como o cenário, os personagens e os figurinos e fizeram desenhos bem coloridos com canetinha. Com essas atividades, deu para conhecer tão bem a história, que nem precisava mais do livro para recontá-la.

Cada turma escolheu seu conto favorito para contar a uma outra turma da escola. Na EMEF João Gualberto do Amaral Carvalho, que teve o encerramento no dia 23 de junho, cada sala optou por um: o conto africano “Ulomma: a casa da beleza”, a história de terror “Maria Angula” e o conto popular “As façanhas de Zé Burraldo”. “Ulomma” também foi o preferido da criançada da EMEF Professor Laerte Ramos de Carvalho, que se apresentou em 25 de junho. Já o pessoal da EMEF Alferes Tiradentes escolheu “Maria Angula” para contar no dia 2 de julho.

Todo mundo ensaiou muito, com a ajuda das professoras. O resultado foi bem bacana: as crianças da plateia prestaram bastante atenção e adoraram conhecer as histórias e os livrinhos que os participantes do ateliê fizeram com os desenhos dos contos. Ficaram tão caprichados, que as professoras da EMEF João Gualberto e da EMEF Laerte Ramos selecionaram alguns para expor na Feira Cultural das escolas em agosto.

Maracatu no ateliê e na sala de leitura da EMEF João Gualberto

O Ateliê Som e Movimento – Percussão, do Ateliê-Escola, conta com uma grande parceira na EMEF João Gualberto do Amaral Carvalho. A professora da sala de leitura Cida Santos acompanha o ateliê desde seu início, em 2012. Ela é apaixonada por maracatu, e prepara atividades especialmente para o pessoal do ateliê sobre a história dessa manifestação cultural.

“Conheci o maracatu em uma viagem que fiz para Pernambuco. Quando cheguei no centro histórico de Olinda, estava acontecendo um ensaio de várias nações (grupos tradicionais de maracatu) da cidade. Ouvi aqueles tambores e achei maravilhoso, acompanhei tudo”, conta Cida. Depois de fazer um curso no Museu Afro Brasil sobre a história do negro no país, só aumentou a vontade da professora de incluir o maracatu na escola. A chance veio com o Ateliê Som e Movimento. “Tenho um carinho especial por esse ateliê. As crianças também adoram, participam com vontade”, diz.

Para complementar os encontros com a educadora Mônica Santos, Cida reúne os participantes na sala de leitura e conta as origens do maracatu, que estão totalmente ligadas com a cultura trazida pelos negros ao Brasil. Ela também explica os diferentes tipos de maracatu, exemplos de nações e outras informações por meio de slides e sugestões de leitura. Neste ano, a professora também quer levar a turma ao laboratório de informática para fazer pesquisas sobre o assunto.

“Colocar o maracatu dentro da escola é muito significativo. É uma oportunidade para as crianças conhecerem um bem cultural brasileiro maravilhoso, que deve ser preservado”, afirma Cida.

Ateliê-Escola leva arte às paredes das escolas e maracatu para as ruas

O Ateliê Arte para Todos e o Ateliê Som e Movimento levaram as artes plásticas e a música para dentro e fora das escolas!

Ao longo deste ano, as turmas do Ateliê Arte para Todos criaram produtos diferentes sob a orientação dos educadores Fúlvia Marchezi e Renato Izabella. Um deles foram os pôsteres lambe-lambe. Cada criança teve sua foto impressa em preto e branco e ampliada em um papel A3. Depois, foram convidadas a pintá-las da maneira que quisessem. O resultado final foi um grande mural em cada escola feito com a técnica do lambe-lambe, que usa cola diluída em água para grudar os pôsteres na parede. Cinco escolas foram decoradas com esses pôsteres: EE Professora Amélia Moncon Ramponi, EMEF Professora Maria Lúcia dos Santos, EMEF Alferes Tiradentes, EMEF Carlos de Andrade Rizzini e EMEF João Gualberto do Amaral Carvalho.

Os participantes do ateliê na EE Professora Amélia Moncon Ramponi e na EMEF Dr. Antônio Carlos de Abreu Sodré fizeram máscaras usando argila e papel machê. Eles observaram todos os detalhes de seus rostos para fazer moldes de argila, que foram cobertos com papel machê e coloridos com tinta látex, para serem expostos nas paredes das escolas. A EMEF Professor Laerte Ramos Carvalho e a EE Professora Amélia Moncon Ramponi ganharam outra instalação artística: painéis de mosaico. As crianças conheceram as técnicas de divisão, enumeração e contagem das pecinhas de azulejo para montar os painéis de mosaico dos desenhos que escolheram.

 

E o Ateliê Som e Movimento apresentou para os participantes as origens os instrumentos e o ritmo do maracatu! A educadora Mônica Santos ensaiou diversos toques e toadas com as crianças da EMEF Alferes Tiradentes e da EMEF João Gualberto do Amaral Carvalho. As duas escolas se juntaram para fazer uma apresentação pelas ruas no entorno da EMEF João Gualberto, e toda a comunidade pode assistir! A turma da EMEF Alferes Tiradentes também se apresentou no fechamento da Mostra Cultural da escola.