Arquivos do Blog

Uma central de mudas para o Viveiro Escola

A principal característica do Viveiro Escola é a diversidade de projetos e cultivos. Para cada escola há uma solução de plantio e de ocupação do espaço, que dialoga com suas características físicas e seu projeto pedagógico. O espaço da EMEFM Professor Linneu Prestes é o que funciona há mais tempo, desenvolvendo um papel importante em relação aos demais. É um local com vocação para experimentação e que se tornou o principal produtor de mudas dos quatro viveiros mantidos hoje pelo Ateliê-Escola.

O espaço fica em uma parte mais isolada da escola e é usado somente para atividades pedagógicas. Sendo um local preservado, mostrou-se apropriado para a construção de estruturas que em outros viveiros seriam mais difíceis de acontecer. “A gente começou a pensar que esse espaço podia ser usado tanto para desenvolver alguns protótipos, como o do lago, quanto para começar a investir na produção de mudas”, conta o educador Julio Muller.

Entre as principais mudas que o viveiro do Linneu produz estão árvores como pitanga, amora, acerola e abacate; hortaliças e ervas medicinais como babosa; temperos clássicos como alecrim, manjericão, salsinha, cebolinha, coentrão; ervas aromáticas como malva de cheiro, capim santo e arruda. Há também mudas de PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais): capuchinho, bertalha, ora-pro-nóbis, melãozinho de são caetano, caetá do brejo.

Hoje, o Linneu fornece mudas não só para as outras escolas do Viveiro Escola, mas também para as famílias dos alunos e alunas. “O fluxo é aberto. As crianças vêm e levam 20 mudas pra casa. Um tio de uma criança veio buscar mudas pra fazer uma horta na casa dele”, exemplifica Julio. Agora, a equipe do Viveiro Escola no Linneu, que é formada por Julio e por Marcel Victor, está consolidando essa vocação. A ideia é estabelecer um controle de quantas mudas saem, quais culturas e para onde.

E não é só na vocação que o Linneu é diferente. Lá, todas as 5 turmas do Ensino Fundamental I participam do ateliê. Isso quer dizer que elas vão desenvolvendo uma relação contínua com o espaço do viveiro, e que se renova a cada ano. Julio conta que há um grupo de alunos do 4º ano que curte fotografia e resolveu fazer um registro fotográfico do viveiro. Já algumas meninas do 5º ano gostam de construir e estão se dedicando a melhorar a harmonia do espaço e o lugar de cada coisa lá. Ou seja, meninos e meninas autônomos, que sentem que o espaço do viveiro também é deles.

Viveiro da EMEFM Linneu Prestes ganha lago com peixes e plantas

O dia 24 de abril foi de muita festa na EMEFM Professor Linneu Prestes: o novo lago que compõe o viveiro da escola foi inaugurado! A obra foi realizada pelo Viveiro Escola, do Ateliê-Escola, e conduzida pelos educadores Julio Muller e Pedro Massella, com o apoio do assistente Marcel Zimmermann. A ideia foi montar um sistema completo de aproveitamento e tratamento de água da chuva no viveiro, que já contava com calha, reservatórios e filtro. Agora, além de irrigar as plantas, parte da água da chuva será direcionada para o lago.

Foram incluídos no lago aguapés e samambaias d’água (plantas que ajudam a filtrar a água) e uma área de transbordo, com plantas que absorvem bastante água. Além disso, o lago virou o lar de lebistes, kinguios, mocinhas, guarus e outras espécies de peixes – com preferência para as que se alimentam de larvas e insetos, fazendo com que o local não se torne um foco do mosquito da dengue. Todos os funcionários, professores e alunos do 1º ao 5º ano participaram da inauguração, que teve apresentação de um projeto de flauta da escola, chás com ervas colhidas do próprio viveiro e uma apresentação de como funciona o sistema para aproveitar e tratar a água da chuva.

Ateliê-Escola: saiba como foram os encerramentos em cada ateliê

O Ateliê-Escola encerrou as atividades de 2016 com uma série de atividades e apresentações que envolveram os participantes dos ateliês, pais e comunidade escolar. Confira o que foi realizado ao longo de novembro e no início de dezembro!

As crianças do Ateliê Arte para Todos decoraram bancos da EE Professora Amélia Moncon Ramponi e muretas, corrimões e armários da EMEF Alferes Tiradentes com mosaicos coloridos. O 1º ano da EMEF Carlos de Andrade Rizzini desenhou retratos inspirados nas pinturas de Amadeo Modigliani, que foram colocados em uma placa de MDF e instalados em uma parede da escola. E a turma da EMEF Professora Maria Lucia dos Santos finalizou sua colcha de retratos, que será instalada na escola.

O encerramento do Ateliê Canto em Grupo foi marcado por diversas apresentações! Algumas delas aconteceram durante as Mostras Culturais da EE Amélia Moncon e das EMEFs Carlos Rizzini, Doutor Antônio Carlos de Abreu Sodré e Professor Laerte Ramos de Carvalho. Já as crianças das EMEFs Alferes Tiradentes e João Gualberto do Amaral Carvalho, além de outras turmas da EE Amélia Moncon e da EMEF Carlos Rizzini, se apresentaram em suas escolas para pais, alunos e funcionários.

Nas EMEFs Alferes Tiradentes e Carlos Rizzini e na EE Amélia Moncon, as turmas do Ateliê Jogos e Brincadeiras se juntaram para um dia de muita diversão, com várias brincadeiras regionais aprendidas no ateliê durante o semestre.

O Ateliê Era Uma Vez… organizou o lançamento e a entrega dos livros elaborados pelos participantes ao longo do semestre. As crianças da EMEF Maria Lucia dos Santos e da EE Amélia Moncon fizeram textos e ilustrações para recontar do seu próprio jeito as histórias que conheceram no ateliê.

As turmas do Viveiro Escola na EMEF Alferes Tiradentes foram presenteadas com vasinhos de mudas e participaram de brincadeiras no espaço do viveiro. Na EMEFM Professor Linneu Prestes, as crianças prepararam vitaminas deliciosas misturando frutas e ervas e hortaliças colhidas no viveiro: menta, couve, malva-cheirosa, malvavisco, hortelã, flor-de-cosmo, erva-doce, folha de pitanga e capim-limão.

Uma grande roda de capoeira foi realizada na Mostra Cultural da EMEF Laerte Ramos para finalizar as atividades do Ateliê Som e Movimento – Capoeira. Cada turma da EE Amélia Moncon também organizou uma roda para jogar capoeira.

O Festival de Animação do Ateliê Digital agitou a criançada da EE Amélia Moncon e das EMEFs João Gualberto e Antônio Carlos Sodré! Desta vez, os filmes em stop motion de cada escola foram exibidos em outra escola para que os alunos escolhessem o vencedor do Festival. As turmas premiadas receberam medalhas e um troféu. Além disso, os filmes feitos pelos participantes da EMEF Laerte Ramos no primeiro semestre e pelas crianças da EE Amélia Moncon neste semestre foram exibidos nas Mostras Culturais das escolas. Confira duas das produções deste ano:

Formação sobre horta escolar em São Paulo

O Ateliê-Escola promoveu na segunda quinzena de outubro uma formação sobre horta escolar para 30 professores e gestores de escolas municipais de São Paulo. A formação foi conduzida por Amanda Frug, fundadora do Instituto Humanaterra, e por Bruno Helvécio, educador do Viveiro Escola. A parte teórica foi dada na sede do Matéria-Prima São Paulo e a parte prática aconteceu nas áreas de cultivo criadas pelo Instituto Eurofarma na EMEFM Professor Linneu Prestes e da EMEF Alferes Tiradentes.

A capoeira Angola chega ao Ateliê Som e Movimento – Capoeira

A garotada da EMEFM Professor Linneu Prestes está conhecendo a capoeira Angola no Ateliê Som e Movimento – Capoeira, do Ateliê-Escola. O novo educador do Ateliê, Rodrigo Moreira (conhecido como Carioca), pratica essa modalidade da capoeira há 13 anos, e desde 2008 é membro do Grupo Nzinga de Capoeira Angola.

Carioca explica que a capoeira Angola também é chamada de capoeira mãe, porque ela foi criada antes da capoeira regional, que é a mais conhecida. Uma das principais diferenças é que a capoeira regional é mais acrobática e parecida com as artes marciais. Já na capoeira Angola os movimentos não estão ligados à luta em si, mas à superação de desafios. “A filosofia é como eu posso ir além, buscar minha evolução como pessoa, o autoconhecimento”, diz o educador.

O trabalho em grupo é muito importante na capoeira Angola, e esse é um dos pontos mais reforçados com as turmas do Ateliê. Tem que ter cooperação entre todo mundo, inclusive na hora de dividir os instrumentos, que é um momento em que sempre surgem discussões. “Uma pessoa nunca pratica a capoeira sozinha, não se forma uma roda com uma só pessoa”, ressalta Carioca. “Todo mundo tem que colaborar para a roda ficar bonita.”

O educador dividiu as atividades do ano em cinco etapas, e as crianças estão começando a segunda. Elas já conheceram algumas músicas, movimentos e a história da capoeira. Agora vão usar esses elementos para formar um jogo. Nessa etapa, Carioca ainda vai mostrar quais as condutas que se deve ter na roda de capoeira e aprofundar os cantos e toques. Tudo isso continuará a ser praticado na terceira etapa, que também terá conversas sobre como os comportamentos e aprendizados dentro da roda de capoeira – colaboração, participação, generosidade entre os participantes… – podem ser usados na vida.

Depois das férias, as turmas vão formar rodas de capoeira e ter os primeiros contatos com os instrumentos musicais utilizados: berimbau, atabaque, pandeiro, agogô e reco-reco. A última etapa será focada nos ensaios para a apresentação de final de ano. Carioca conta que as crianças estão bastante envolvidas e empolgadas e que ele mesmo está aprendendo muito com os ateliês!

Festival de Animação, atividades no viveiro e vernissages para fechar 2015

Três ateliês do Ateliê-Escola encerraram as atividades de 2015 com uma programação especial! Veja o que os educadores prepararam para a criançada.

Nos dias 16, 17 e 18 de novembro aconteceu o 2º Festival de Animação do Ateliê Digital. Os participantes assistiram às animações em stop motion criadas pelos grupos nas EMEFs Doutor Antônio Carlos de Abreu Sodré, Carlos de Andrade Rizzini e João Gualberto do Amaral Carvalho e na EE Professora Amélia Moncon Ramponi. Em seguida, o educador Lucca Cardoso anunciou os vencedores de cada categoria: melhor filme, roteiro, trilha ou efeito sonoro, cenografia e o prêmio especial do júri.

Foi a maior empolgação! Algumas crianças até choraram de emoção ao receber as medalhas e troféus. Esta edição do Festival teve como jurados a radialista e fotógrafa Ana Marinovic, a fotógrafa e videomaker Juliana Pera, a produtora de TV Etiene Pimenta e o designer digital Raphael Motti. Você pode conferir as animações das crianças neste site.

No Viveiro Escola foram realizadas atividades diferentes nas escolas participantes nos dias 24 e 26 de novembro. O educador Bruno Helvécio organizou um piquenique de frutas no viveiro da EMEF Alferes Tiradentes, seguido de brincadeiras com as crianças. Na EMEFM Professor Linneu Prestes, duas das turmas plantou mudas nos canteiros preparados durante o semestre junto com o educador Julio Muller. Para encerrar o semestre com as outras duas turmas da EMEFM Linneu Prestes, o educador Pedro Massella preparou chás com as ervas cultivadas no viveiro pelos participantes do Ateliê.

O Ateliê Arte para Todos foi encerrado com vernissages nas EMEFs Professora Maria Lucia dos Santos, Alferes Tiradentes, João Gualberto do Amaral Carvalho e Carlos de Andrade Rizzini. Nos dias 23 e 26 de novembro aconteceram as inaugurações dos painéis de mosaico criados pelos participantes do Ateliê e inspirados no conto “Barba-Azul”, dos irmãos Grimm. As crianças acompanharam a instalação da plaquinha com informações sobre a obra e os autores e comemoraram com suco e bolo. A educadora Fúlvia Marchezi ainda mostrou vídeos de obras famosas feitas com mosaico: o Parque Güell, de Antoni Gaudí, o Jardim do Tarô, de Niki de Saint Phalle, e a Casa de Pedra, de Estevão Silva Conceição (conhecido como Gaudí Brasileiro).