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Pijamas e pantufas para visitar a exposição da dupla OSGEMEOS

Só o passeio à exposição “A ópera da lua”, da dupla de grafiteiros OSGEMEOS, já era uma oportunidade de muito aprendizado para os participantes do Ateliê Arte na Cidade, do Matéria-Prima Itapevi. Mas o educador Gabriel Daher resolveu enriquecer ainda mais a experiência: ele propôs que as crianças também fizessem sua própria intervenção durante as visitas, que aconteceram nos dias 29 e 31 de julho!

Antes dos dias marcados para ir ao Galpão Fortes Vilaça (onde aconteceu a mostra), em São Paulo, o educador falou sobre o contexto do movimento hip-hop, que tem o grafite como um de seus quatro elementos principais (os outros são break, MCs e rap). Com cores vibrantes nas roupas e nos desenhos e um estilo único de dança e música, a estética do hip-hop surgiu nas periferias dos Estados Unidos com a ideia das pessoas deixarem sua marca no mundo ao serem diferentes.

Nas visitas as crianças também fizeram as coisas de uma maneira diferente, deixando sua marca com a intervenção “A gente veio sonhar”: elas viram as obras de OSGEMEOS vestidas de pijamas, meias e pantufas e munidas de travesseiros e ursinhos de pelúcia.

Happening de Medo e Coragem no Matéria-Prima Itapevi

No dia 24 de julho de 2014, os participantes do Ateliê Matéria-Prima Encena fizeram uma apresentação muito especial para as outras crianças, os pais e funcionários do Matéria-Prima Itapevi. Eles fizeram um happening – uma intervenção artística cheia de expressões e movimentos, que praticamente não tem falas – sobre dois sentimentos que todas as pessoas têm: medo e coragem.

O roteiro da apresentação foi elaborado sob a coordenação da educadora Renata Melo a partir do livro “Elementos da Narrativa” e dos materiais didáticos de “BÚ! Histórias de Medo e Coragem”. Os participantes do ateliê utilizaram fichas e desenhos para criar o roteiro e os personagens, material que foi a base para a assistente Catiusca Borges confeccionar as máscaras usadas na intervenção.

Todos que assistiram adoraram!

Lambe-lambe é novidade no Ateliê Arte para Todos

O pessoal do Ateliê Arte para Todos do Ateliê-Escola fez uma atividade muito diferente e que é a cara de São Paulo! As crianças do ensino fundamental (1º a 5º ano) da EE Amélia Moncon Ramponi confeccionaram pôsteres lambe-lambe e colaram a intervenção no pátio da escola!

Os pôsteres lambe-lambe são feitos de papel (existem vários tipos e formatos) e são colados na parede com o objetivo de passar uma mensagem sobre algum tema específico – seja cultural, político ou social. “É uma linguagem contemporânea, que tem acontecido nas ruas cada vez mais. Eles aprendem a técnica e, ao mesmo tempo, identificam o que acontece nas ruas”, explica o educador Renato Izabela.

A técnica de colagem ficou popular nas ruas de São Paulo, pois serve de complemento aos graffitis, e também virou uma comunicação rápida para divulgar bandas, festivais e espaços culturais. “As crianças aprenderam técnicas de desenho ao longo do semestre – diferentes formatos de linhas até as formas orgânicas e geométricas – para depois aprender mais sobre as cores e aplicar tudo nas folhas”, explica Renato.

Os pôsteres lambe-lambe das crianças do Ateliê Escola são autorretratos, customizados por elas mesmas. Todos os alunos tiraram uma foto, que foi impressa em uma folha A3, e pintaram a figura com giz pastel.  O desenho era livre e a única regra era não cobrir totalmente o rosto. “Esta é uma maneira de se comunicar, de contar algo rapidamente”, afirma o educador.

As intervenções foram coladas com cola líquida, feita de água e cola (uma mistura muito comum usada nas ruas). No final, os rostos ficaram próximos uns dos outros, formando um painel de pôsteres lambe-lambe que misturava as cores vivas do giz com a neutralidade do preto e branco. Arrasaram!

Quer saber mais sobre pôster lambe-lambe? Clique aqui e assista ao primeiro documentário (feito por brasileiros) sobre a cultura latino-americana da intervenção.