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Ateliê-Escola leva arte às paredes das escolas e maracatu para as ruas

O Ateliê Arte para Todos e o Ateliê Som e Movimento levaram as artes plásticas e a música para dentro e fora das escolas!

Ao longo deste ano, as turmas do Ateliê Arte para Todos criaram produtos diferentes sob a orientação dos educadores Fúlvia Marchezi e Renato Izabella. Um deles foram os pôsteres lambe-lambe. Cada criança teve sua foto impressa em preto e branco e ampliada em um papel A3. Depois, foram convidadas a pintá-las da maneira que quisessem. O resultado final foi um grande mural em cada escola feito com a técnica do lambe-lambe, que usa cola diluída em água para grudar os pôsteres na parede. Cinco escolas foram decoradas com esses pôsteres: EE Professora Amélia Moncon Ramponi, EMEF Professora Maria Lúcia dos Santos, EMEF Alferes Tiradentes, EMEF Carlos de Andrade Rizzini e EMEF João Gualberto do Amaral Carvalho.

Os participantes do ateliê na EE Professora Amélia Moncon Ramponi e na EMEF Dr. Antônio Carlos de Abreu Sodré fizeram máscaras usando argila e papel machê. Eles observaram todos os detalhes de seus rostos para fazer moldes de argila, que foram cobertos com papel machê e coloridos com tinta látex, para serem expostos nas paredes das escolas. A EMEF Professor Laerte Ramos Carvalho e a EE Professora Amélia Moncon Ramponi ganharam outra instalação artística: painéis de mosaico. As crianças conheceram as técnicas de divisão, enumeração e contagem das pecinhas de azulejo para montar os painéis de mosaico dos desenhos que escolheram.

 

E o Ateliê Som e Movimento apresentou para os participantes as origens os instrumentos e o ritmo do maracatu! A educadora Mônica Santos ensaiou diversos toques e toadas com as crianças da EMEF Alferes Tiradentes e da EMEF João Gualberto do Amaral Carvalho. As duas escolas se juntaram para fazer uma apresentação pelas ruas no entorno da EMEF João Gualberto, e toda a comunidade pode assistir! A turma da EMEF Alferes Tiradentes também se apresentou no fechamento da Mostra Cultural da escola.

Das ruas para a escola: lambe-lambe no Ateliê Arte para Todos

Assim como o pessoal da EE Amélia Moncon Ramponi fez no primeiro semestre, os participantes do Ateliê Arte para Todos do Ateliê-Escola na EMEF Carlos de Andrade Rizzini e na EMEF João Gualberto do Amaral Carvalho fizeram uma instalação supercolorida nas escolas usando a técnica de lambe-lambe!

O educador Renato Izabela começou o projeto mostrando às crianças várias obras de arte, desde a pré-história até os dias de hoje. Assim, elas ficaram ainda mais próximas do universo das artes visuais. Depois, a turma fez várias atividades de desenho e pintura, que incluíram exercícios com pontos, linhas, retas, curvas, cores e desenhos tridimensionais.

E, finalmente, chegou a hora de conhecer o lambe-lambe! Essa técnica é muito usada nas ruas de grandes cidades para passar uma mensagem, como a divulgação de um evento cultural ou manifestações políticas e sociais. Os participantes do ateliê fizeram pôsteres com suas próprias fotos, todas pintadas com giz pastel, da maneira que preferiram. As crianças participaram da instalação nas escolas, que foi feita usando uma mistura de água e cola para fixar os pôsteres na parede e formar um grande e bonito painel!

Lambe-lambe é novidade no Ateliê Arte para Todos

O pessoal do Ateliê Arte para Todos do Ateliê-Escola fez uma atividade muito diferente e que é a cara de São Paulo! As crianças do ensino fundamental (1º a 5º ano) da EE Amélia Moncon Ramponi confeccionaram pôsteres lambe-lambe e colaram a intervenção no pátio da escola!

Os pôsteres lambe-lambe são feitos de papel (existem vários tipos e formatos) e são colados na parede com o objetivo de passar uma mensagem sobre algum tema específico – seja cultural, político ou social. “É uma linguagem contemporânea, que tem acontecido nas ruas cada vez mais. Eles aprendem a técnica e, ao mesmo tempo, identificam o que acontece nas ruas”, explica o educador Renato Izabela.

A técnica de colagem ficou popular nas ruas de São Paulo, pois serve de complemento aos graffitis, e também virou uma comunicação rápida para divulgar bandas, festivais e espaços culturais. “As crianças aprenderam técnicas de desenho ao longo do semestre – diferentes formatos de linhas até as formas orgânicas e geométricas – para depois aprender mais sobre as cores e aplicar tudo nas folhas”, explica Renato.

Os pôsteres lambe-lambe das crianças do Ateliê Escola são autorretratos, customizados por elas mesmas. Todos os alunos tiraram uma foto, que foi impressa em uma folha A3, e pintaram a figura com giz pastel.  O desenho era livre e a única regra era não cobrir totalmente o rosto. “Esta é uma maneira de se comunicar, de contar algo rapidamente”, afirma o educador.

As intervenções foram coladas com cola líquida, feita de água e cola (uma mistura muito comum usada nas ruas). No final, os rostos ficaram próximos uns dos outros, formando um painel de pôsteres lambe-lambe que misturava as cores vivas do giz com a neutralidade do preto e branco. Arrasaram!

Quer saber mais sobre pôster lambe-lambe? Clique aqui e assista ao primeiro documentário (feito por brasileiros) sobre a cultura latino-americana da intervenção.