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Atividades de maio agitam a rotina do Matéria-Prima Itapevi

Os participantes do Matéria-Prima Itapevi fizeram várias atividades diferentes no mês de maio, nos dias 4, 10, 26 e 28. Teve encontro de capoeira, maracatu e até interação com surdos e mudos!

Em 4 de maio, o pessoal do Ateliê de Capoeira levantou bem cedinho para participar do Encontro Nacional de Capoeira, no Parque Ibirapuera. Este encontro acontece em todo o primeiro domingo do mês todos os capoeiristas da região Sudeste se reúnem para trocar experiências e aprimorar suas técnicas. Desta vez, foram os pequenos que participaram da roda de capoeira e aprenderam muito! A atividade foi acompanhada pelo educador Edson Santos, que faz parte do grupo de capoeira Abadá.

Cerca de 22 crianças compareceram ao evento e se enturmaram com outras turmas de capoeira. Eles fizeram um superaquecimento e já partiram para a roda, composta somente por crianças. Foi uma coisa linda de se ver!

No dia 10 de maio foi a vez dos pequenos do Ateliê de Percussão participarem de atividades externas. Eles foram ao 1º Encontro de Maracatu da Fábrica de Cultura do Jardim São Luís, em São Paulo. Os pequenos interagiram com outros grupos de maracatu e conheceram os blocos Arrastão do Beco, Mucambos de Raiz Nagô, Maracatu Jundiaí e Caracaxá.

Durante o encontro, cerca de 50 meninos e meninas prestigiaram os blocos e aprenderam mais sobre os diferentes ritmos do maracatu. Eles se juntaram aos blocos para dançar e tiveram a oportunidade de conhecer um espaço diferente de vivência musical.

Já nos dias 26 e 28 de maio, a galera do Ateliê de Libras foi até a Quitanda Zacarias e Família, muito frequentada por surdos. Durante a visita, os meninos e meninas se comunicaram com as pessoas que trabalham na quitanda, e ainda ajudaram alguns clientes, colocando em prática o conhecimento aprendido no Ateliê.

A atividade foi acompanhada pela educadora Alice Paiva. As crianças também aprenderam a falar alguns nomes de frutas, verduras e legumes em Libras. Cerca de 30 crianças participaram da atividade.

Crianças do Ateliê de Libras participam de encontro com jovens surdos

Os participantes do Ateliê Livre de Libras do Matéria-Prima Itapevi fizeram uma atividade muito especial no último dia 25 de outubro: um encontro com surdos! As crianças se comunicaram e puderam colocar em prática todo o conhecimento aprendido durante o ano sobre a Língua Brasileira de Sinais.

Os meninos e meninas puderam conversar com os convidados da educadora Alice de Paiva: Jhony Silva de Oliveira, que estuda na EE Celina de Barros Bairão, e Ingrid Fernanda de Freitas, estudante da CEMEB Dona Floriza Nunes de Carvalho. O tema do encontro foi “cumprimentos” em linguagem de sinais. Como a criançada do Ateliê de Cenários, Adereços e Figurinos também participou, tanto o pessoal do Ateliê de Libras quanto os adolescentes surdos convidados puderam ensinar alguns cumprimentos.

Além disso tudo, o grupo também participou de várias brincadeiras. O encontro aconteceu em dois períodos e contou também com a presença dos educadores do MP Gabriel Daher e Bruno Lara.

“Contando Histórias para Surdos”

Os alunos do Ateliê de Libras apresentam “Contando Histórias para Surdos”. Coordenado pela educadora Alice Paiva, o vídeo foi produzido durante o 1° semestre de 2012. Confira, na Língua Brasileira de Sinais, o encantador conto “Os Três Porquinhos”.

Comunicação sem fronteiras

Muita gente nunca ouviu falar na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).

LIBRAS é a língua usada pela comunidade surda para se comunicar. E, por isso, é usada pelos ouvintes que querem se comunicar com os surdos. Ela é uma língua “de verdade”, assim como o português ou o inglês. As crianças do Matéria-Prima Itapevi estão aprendendo a usar LIBRAS. E sabe por quê? Para poder ensinar outras crianças ouvintes a se comunicarem com crianças surdas. Elas já realizaram várias oficinas nas escolas e, neste ano, estão produzindo uma coisa muito bacana: um “dicionário audiovisual de expressões de amizade” inteirinho em LIBRAS. Afinal, é sempre bom fazer bons amigos e quanto mais línguas a gente souber falar, mais amigos diferentes a gente pode arranjar, não é mesmo?