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Brincadeiras que ultrapassam gerações no Ateliê de Jogos e Brincadeiras

É comum ouvirmos os adultos dizerem que as crianças não brincam mais como as gerações anteriores, que reuniam a vizinhança na rua e se divertiam com várias brincadeiras. E, de fato, a tecnologia e a dinâmica das grandes metrópoles mudaram a forma de brincar das novas gerações. Mas existe um movimento por parte de escolas e organizações que busca resgatar as brincadeiras tradicionais entre as crianças.

O projeto Território do Brincar é um exemplo. Os documentaristas Renata Meirelles e David Reeks viajaram pelo Brasil junto com seus filhos para conhecer e registrar as mais diversas formas de brincar em grandes e pequenas cidades e comunidades rurais, indígenas e quilombolas. Essa jornada já originou um documentário, filmes de curta-metragem, séries para TV, livros, artigos e uma exposição itinerante, formando um extenso registro da cultura infantil no país. Muitas dessas produções podem ser acessadas no site do projeto, como uma série de vídeos que mostram brincadeiras típicas de diferentes regiões brasileiras.

No Matéria-Prima Itapevi, esse tema está presente no Ateliê de Jogos e Brincadeiras, conduzido pela educadora Luana Batista. Ao longo do ano, Luana ensina brincadeiras tradicionais, como peteca, gato mia e bola de gude, e apresenta brincadeiras de todas as regiões do país. Os participantes brincam de sorriso milionário (Paraíba), pato, pato, ganso (Mato Grosso do Sul), acorda leão (Minas Gerais) e muitas outras. “Quando as crianças veem que estão brincando de uma brincadeira que surgiu em outro estado, ficam surpresas”, conta.

A educadora também pede para que os participantes conversem com seus familiares sobre as brincadeiras que aprenderam para saber se eles brincaram daquilo quando eram crianças. “Uma das coisas mais legais é essa identificação, acreditar que eles fazem parte disso, que seus pais e avós brincaram e que eles também estão brincando. Existe uma história, uma troca”, explica.

Luana acrescenta que brincar é um direito de toda criança – mas isso não significa que os adultos têm que ficar de fora. O documentário Tarja Branca (2014), dirigido por Cacau Rhoden, faz uma reflexão sobre a importância do brincar na educação e no desenvolvimento das crianças e a necessidade de manter as manifestações do brincar durante a vida adulta. Professores, pesquisadores, psicólogos, artistas e outros profissionais relembram as brincadeiras de infância e mostram que a brincadeira tem um papel relevante na socialização das pessoas, além de fazer parte da cultura popular.

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Dois dias repletos de brincadeiras na Semana Mundial do Brincar

A Semana Mundial do Brincar é realizada desde 2009 pela organização Aliança pela Infância para promover a importância do brincar, e acontece na última semana de maio. O Matéria-Prima Itapevi participou desta iniciativa e organizou dois dias repletos de brincadeiras com a garotada! No dia 25 de maio, as atividades aconteceram na sede do MP Itapevi; já no dia 30 de maio, as crianças brincaram na Praça 18 de Fevereiro, em Itapevi. A educadora Luana Batista, do Ateliê de Jogos e Brincadeiras, conduziu toda a diversão. A ideia era que as crianças escolhessem tanto brincadeiras que estão aprendendo no ateliê quanto outras em que pudessem aproveitar o ambiente da praça. Divididas em grupos, elas brincaram de amarelinha, corda, balança, bolinha de sabão, queimada, rouba-bandeira e muito mais! No final do dia, todo mundo se juntou para um esconde-esconde coletivo.

Final de semestre com torta na cara e contação de histórias

No Ateliê-Escola, os Ateliês Jogos e Brincadeiras e Era Uma Vez… prepararam atividades especiais para encerrar o semestre! As crianças do Ateliê Jogos e Brincadeiras participaram de um campeonato muito divertido de perguntas e respostas, no estilo “torta na cara”. Os pequenos foram divididos em equipes e se revezaram para responder perguntas feitas pela educadora Luana Batista, envolvendo temas das atividades feitas durante o semestre.

O primeiro a bater na campainha tinha que responder a pergunta. Se acertasse, dava uma “tortada” de chantili no rosto do adversário. E se errasse, era ele quem ficava com a cara toda melecada! As três equipes que acertaram mais perguntas ganharam medalhas de ouro, prata e bronze, e a vencedora também recebeu um troféu. O campeonato foi realizado nos dias 27, 28 e 30 de junho nas EMEFs Doutor Antônio Carlos de Abreu Sodré, Alferes Tiradentes, Professora Maria Lucia dos Santos e na EE Professora Amélia Moncon Ramponi.

Já o pessoal do Ateliê Era Uma Vez… escolheu a história que mais gostou de conhecer durante o semestre para contá-la a outras turmas da escola. Foram selecionados os contos populares “Três desejos”, “Maria Angula” e “Rei cabeça de galinha”. Além disso, as crianças mostraram para os colegas os cadernos que fizeram com ilustrações dos contos apresentados pelo educador Márcio Maracajá no Ateliê. As apresentações aconteceram em 28 e 30 de junho nas EMEFs João Gualberto do Amaral Carvalho, Alferes Tiradentes e Professor Laerte Ramos de Carvalho.

Novos desafios aos pequenos veteranos do Ateliê-Escola

O Ateliê-Escola recebe novas turmas a cada ano. Mas neste ano, as educadoras Camila Nascimento e Luana Batista têm uma novidade: duas turmas que fizeram parte dos Ateliês Canto em Grupo e Jogos e Brincadeiras em 2015 estão participando novamente! Nós conversamos com as duas educadoras para saber como estão sendo as atividades com os pequenos veteranos do Ateliê-Escola.

No ano passado, o pessoal do 3º ano da EE Professora Amélia Moncon Ramponi exercitou a afinação e a coordenação motora no Ateliê Canto em Grupo. “Como era a primeira experiência deles com música, eles fizeram exercícios com os pés e as mãos e conheceram o que são timbres, palmas graves e agudas, afinação, manossolfa, que é uma técnica de escala musical com movimentos, entre outros”, explica Camila. O repertório era composto por canções simples da música popular brasileira, para que as crianças aprendessem melhor as melodias.

Agora que a garotada está no 4º ano, a dificuldade das músicas aumentou! Tem canções com dissonância (quando as notas não seguem um padrão na escala musical), duas vozes, mais quebras rítmicas… Também há brincadeiras com bolas e baquetas para praticar marcação de tempo e divisões rítmicas. O objetivo é que as crianças ampliem a percepção musical e as sonoridades que conhecem. Camila disse que os participantes estão na maior empolgação e que lembram direitinho do que aprenderam no ano passado. “Você vê que a música realmente entrou dentro deles. E eles já entram na sala com postura de músicos, sem fazer bagunça, ficam com a coluna reta para não machucar o diafragma, está muito bacana”, diz a educadora.

O caso do Ateliê Jogos e Brincadeiras é um pouco diferente. As crianças do 2º ano da EMEF Maria Lucia dos Santos que participaram em 2015, quando estavam no 1º ano, se juntaram a outras que não conheciam o Ateliê. Então Luana decidiu retomar algumas atividades feitas no ano passado e também incluir outras com uma dificuldade maior. O mais legal é que aqueles que já tinham feito as brincadeiras passaram a ajudar os colegas. “Eles acabaram se tornando líderes no grupo”, conta a educadora. “O fantástico é acompanhar o crescimento deles. Havia crianças que não conseguiam identificar uma forma geométrica, por exemplo. Hoje elas já conseguem e ainda tomam a iniciativa de ajudar a turma.”

Além de formas geométricas, reciclagem, partes do corpo humano e assuntos de matemática e português, que já estavam presentes nas brincadeiras, os professores pediram para incluir a questão do mosquito Aedes aegypti, que transmite os vírus da dengue, chikungunya e zika. Para isso, os pequenos fizeram a brincadeira “Caça ao mosquito da dengue”. As turmas foram divididas em equipes e saíram pela escola em busca de locais onde o mosquito poderia colocar seus ovos. Cada vez que uma equipe encontrava um local e sugeria as mudanças que deveriam ser feitas, ganhava um ponto.

Pais, crianças e toda a equipe participam do início das atividades no MP Itapevi

2016 começou a todo vapor no Matéria-Prima Itapevi, com dois encontros de pais, uma assembleia e muitas atividades para dar as boas-vindas às crianças! Os encontros de pais aconteceram em 13 e 27 de fevereiro, com cerca de 60 participantes em cada um. O primeiro encontro foi com a coordenação do MP Itapevi, que falou sobre as atividades do ano, indicou os ateliês que cada criança irá frequentar e apresentou a equipe. Quem conduziu o segundo encontro foi a educadora Simone Medeiros. Ela contou sobre o tema deste ano do Ateliê de Percussão, que é o maracatu de baque virado, e explicou sua origem, instrumentos e figurino.

No dia 15 de fevereiro começou a semana de acolhimento do MP Itapevi. Toda a equipe estava lá para receber os 120 participantes, incluindo 36 novas crianças. Depois de um café da manhã e de brincadeiras no pátio, a coordenação conversou com a turma sobre a programação da semana e o que irá acontecer em 2016. A garotada ainda conheceu as regras do MP Itapevi na primeira assembleia do ano, com o tema “Normas e acordos de convivência em 2016”.

As atividades envolveram diversos ateliês. O educador Edson Santos, do Ateliê de Capoeira, fez um aquecimento com os meninos e meninas. A partir de um poema chamado “Sonho”, as crianças foram convidadas pelas educadoras Maria Lúcia Vidal, Catiusca Borges e Renata Melo, do Ateliê de Linguagem, a escrever três sonhos que gostariam de realizar neste ano.

O dia 16 foi dedicado a jogos musicais e teatrais e a uma oficina de grafite, com os educadores Daniel Reginato (Ateliê de Canto), Renata Melo (Ateliê Matéria-Prima Encena) e Roberta Fortunato, a nova educadora do Ateliê Arte na Cidade. Para encerrar a semana de acolhimento, o MP Itapevi recebeu a visita do recreador Roberto Lacava e da educadora Luana Batista, do Ateliê-Escola, para uma tarde muito divertida e repleta de brincadeiras!

Final de ano com apresentações, campeonatos e contações de histórias

No Ateliê-Escola, os Ateliês Canto em Grupo, Jogos e Brincadeiras e Era Uma Vez… também realizaram apresentações e atividades para marcar o encerramento do ano!

As turmas do Ateliê Canto em Grupo fizeram oito apresentações na EE Professora Amélia Moncon Ramponi e nas EMEFs João Gualberto do Amaral Carvalho, Professora Maria Lucia dos Santos, Professor Laerte Ramos de Carvalho, Carlos de Andrade Rizzini e Alferes Tiradentes. Algumas das apresentações foram assistidas por alunos e professores de outras turmas, e outras, pelos pais das crianças. Nas EMEFs Maria Lucia e Laerte Ramos, o pessoal do Ateliê cantou durante a Mostra Cultural das escolas.

O repertório incluiu músicas trabalhadas neste ano pelos educadores Daniel Reginato, Camila Nascimento, George Ferreira e Luciene Azevedo, que exploraram canções de mestres da música popular brasileira e ritmos populares. “Voa bicho”, de Milton Nascimento e Telo Borges e “O vento”, de Dorival Caymmi, estão entre as músicas que foram apresentadas entre os dias 18 de novembro e 1º de dezembro.

O Ateliê Jogos e Brincadeiras organizou mais uma edição do Campeonato de Jogos e Brincadeiras! É uma divertida competição entre as turmas com perguntas sobre os temas das atividades que a garotada fez durante o semestre. Se o participante errar a resposta ou se o adversário acertar, ele leva uma torta na cara. As equipes que ficaram em primeiro, segundo e terceiro lugar receberam medalhas de ouro, prata e bronze, e a vencedora ainda ganhou um troféu! A educadora Luana Batista conduziu os campeonatos na EE Professora Amélia Moncon Ramponi e nas EMEFs Alferes Tiradentes e Carlos de Andrade Rizzini nos dias 16 e 24 de novembro e 1º de dezembro.

E o pessoal do Ateliê Era Uma Vez… fez contações de histórias para turmas das EMEFs João Gualberto do Amaral Carvalho, Professora Maria Lucia dos Santos e Doutor Antônio Carlos de Abreu Sodré e da EE Professora Amélia Moncon Ramponi. Além disso, eles mostraram aos colegas os livrinhos que fizeram com registros e ilustrações dos contos lidos neste semestre junto com o educador Márcio Maracajá. As contações foram realizadas nos dias 19 e 27 de novembro e 7 de dezembro.