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No MP Itapevi, crianças participam da gestão de resíduos e distribuem adubo na comunidade

O Matéria-Prima Itapevi passou a contar neste ano com seis composteiras instaladas pelo Ateliê Itapevi + Verde. Além de fazer parte das atividades do ateliê, a iniciativa está envolvendo as cozinheiras e estagiárias do MP Itapevi e até mesmo moradores da comunidade.

As crianças do ateliê ajudaram na montagem das composteiras no início do ano, soltando as minhocas e colocando resíduos orgânicos. Elas também fizeram plaquinhas para instalar na cozinha do MP Itapevi explicando o que pode e o que não pode colocar nas composteiras, já que são as cozinheiras que separam diariamente os resíduos que vão para lá. No dia a dia, a turma do ateliê e as estagiárias do MP Itapevi se revezam para cuidar do minhocário.

Essa parceria gerou uma diminuição no lixo produzido na cozinha, já que cerca de 5 litros de resíduos são separados por dia para as composteiras.

O húmus e o biofertilizante produzidos na compostagem estão sendo utilizados como adubos nos espaços verdes do MP Itapevi. No final do primeiro semestre, as crianças também distribuíram mudas e saquinhos de húmus para suas famílias e moradores do entorno que possuem jardins. Uma nova distribuição será realizada no final do semestre para as famílias dos participantes do ateliê e dos alunos da EE Paulo de Abreu que realizam atividades com o Ateliê Itapevi + Verde.

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Matemática no dia a dia: crianças do Ateliê de Linguagem aprendem economia doméstica

Um projeto do Ateliê de Linguagem, do Matéria-Prima Itapevi, está ensinando as crianças sobre economia doméstica como uma forma de exercitar problemas de matemática com situações do dia a dia. O mais legal é que o pessoal da Turma C, que está realizando o projeto com a educadora Catiusca Borges, não apenas está criando e resolvendo problemas matemáticos, mas também está aprendendo conceitos de planejamento financeiro e levando isso para suas famílias.

Para começar, os participantes se dividiram em grupos e criaram famílias fictícias, pensando em todos os detalhes: quantas pessoas integram a família, quais as profissões, qual o salário de cada um, quais os gastos que eles têm por mês… Catiusca deu liberdade para as crianças escolherem o que quiserem – teve até um grupo que imaginou uma república de estudantes. Essa etapa envolveu muita pesquisa sobre profissões, salários, valores de contas de serviços como água, luz e telefone, entre outros. Os grupos ainda irão visitar o comércio local para pesquisar preços de bens de consumo no bairro.

Agora, a turma está elaborando planilhas financeiras no programa Excel para as famílias e calculando dados como renda familiar, quanto ela pode gastar por mês e quanto pode economizar. Em meio às atividades, eles também estão pensando em situações do dia a dia para criar e resolver problemas matemáticos com as quatro operações básicas, porcentagens, unidades de medida, decimais e outros conceitos. Esses problemas serão reunidos no final do ano para criar um jogo de cartas, que ficará disponível no MP Itapevi para todo mundo brincar.

Além de dar um sentido maior para os conceitos matemáticos por meio da relação com o cotidiano das crianças, Catiusca conta que o projeto está promovendo discussões bem interessantes entre a turma sobre planejamento financeiro e consumo consciente, fazendo com que eles reflitam mais sobre o valor das coisas que consomem.

Crianças do MP Itapevi são recebidas com jogos, dinâmicas e um chá

A Semana de boas-vindas do Matéria-Prima Itapevi teve uma programação especial para receber as 120 crianças e dar início às atividades do segundo semestre. Entre os dias 31 de julho e 4 de agosto, cada ateliê organizou uma atividade de acolhimento diferente. Confira a seguir:

Ateliê de Linguagem e Ateliê de Jogos e Brincadeiras: Foi organizado um circuito de jogos cooperativos, como jogos com situações-problema, de raciocínio lógico e de adivinhação, além de brincadeiras como caça-tesouro, bola em mãos e corrida dos copos.

Ateliê Arte para Todos: No “Jogo de buscar-se e encontrar-se”, as crianças se dividiram em duplas para fazer exercícios e desafios que envolvem atenção, coordenação, concentração, colaboração e criatividade. Elas também brincaram de “Imagem e Ação”, em que uma criança faz um desenho e as outras têm que adivinhar o que significa.

Ateliê Itapevi + Verde: As crianças foram recebidas com um delicioso chá e conversaram sobre as atividades do semestre anterior e as que estão por vir. Depois houve uma atividade de interação no espaço do jardim.

Ateliê Canto em Grupo: O ateliê realizou duas brincadeiras: um jogo de tabuleiro chamado “Saltos no tempo” e a brincadeira “Minhas férias”, em que cada criança contou coisas verdadeiras e uma mentira sobre suas férias para que as outras adivinhassem qual era a mentira.

Ateliê Matéria-Prima Encena: Foram realizados jogos teatrais e uma experimentação da peça “Romeu e Julieta”, do dramaturgo inglês William Shakespeare.

Ateliê Matéria-Prima no Ar: As crianças participaram de uma dinâmica de perguntas e respostas sobre conhecimentos gerais e da atividade “Quem sou eu”, em que elas afixavam o nome de uma personalidade em um dos colegas para que ele tentasse adivinhar quem era, por meio de perguntas.

Ateliê Som e Movimento – Dança: A nova educadora Priscila Paciência se apresentou para a turma e fez uma dinâmica para que eles conhecessem cada etapa do ateliê neste semestre.

Ateliê Era Uma Vez…: O conto “O palácio dos macacos”, do escritor italiano Ítalo Calvino, foi tema de exercícios e uma experimentação teatral no ateliê.

Brincadeiras que ultrapassam gerações no Ateliê de Jogos e Brincadeiras

É comum ouvirmos os adultos dizerem que as crianças não brincam mais como as gerações anteriores, que reuniam a vizinhança na rua e se divertiam com várias brincadeiras. E, de fato, a tecnologia e a dinâmica das grandes metrópoles mudaram a forma de brincar das novas gerações. Mas existe um movimento por parte de escolas e organizações que busca resgatar as brincadeiras tradicionais entre as crianças.

O projeto Território do Brincar é um exemplo. Os documentaristas Renata Meirelles e David Reeks viajaram pelo Brasil junto com seus filhos para conhecer e registrar as mais diversas formas de brincar em grandes e pequenas cidades e comunidades rurais, indígenas e quilombolas. Essa jornada já originou um documentário, filmes de curta-metragem, séries para TV, livros, artigos e uma exposição itinerante, formando um extenso registro da cultura infantil no país. Muitas dessas produções podem ser acessadas no site do projeto, como uma série de vídeos que mostram brincadeiras típicas de diferentes regiões brasileiras.

No Matéria-Prima Itapevi, esse tema está presente no Ateliê de Jogos e Brincadeiras, conduzido pela educadora Luana Batista. Ao longo do ano, Luana ensina brincadeiras tradicionais, como peteca, gato mia e bola de gude, e apresenta brincadeiras de todas as regiões do país. Os participantes brincam de sorriso milionário (Paraíba), pato, pato, ganso (Mato Grosso do Sul), acorda leão (Minas Gerais) e muitas outras. “Quando as crianças veem que estão brincando de uma brincadeira que surgiu em outro estado, ficam surpresas”, conta.

A educadora também pede para que os participantes conversem com seus familiares sobre as brincadeiras que aprenderam para saber se eles brincaram daquilo quando eram crianças. “Uma das coisas mais legais é essa identificação, acreditar que eles fazem parte disso, que seus pais e avós brincaram e que eles também estão brincando. Existe uma história, uma troca”, explica.

Luana acrescenta que brincar é um direito de toda criança – mas isso não significa que os adultos têm que ficar de fora. O documentário Tarja Branca (2014), dirigido por Cacau Rhoden, faz uma reflexão sobre a importância do brincar na educação e no desenvolvimento das crianças e a necessidade de manter as manifestações do brincar durante a vida adulta. Professores, pesquisadores, psicólogos, artistas e outros profissionais relembram as brincadeiras de infância e mostram que a brincadeira tem um papel relevante na socialização das pessoas, além de fazer parte da cultura popular.

Percurso para convidar as crianças a imergir no mundo da arte

Painéis de mosaico, esculturas de monstros, instalações de lambe-lambe, ilustrações nas paredes… Os participantes do Ateliê Arte para Todos já produziram as mais diversas obras e deixaram sua marca na sede do MP Itapevi e nas escolas participantes do Ateliê-Escola – uma das maneiras pelas quais mostramos às crianças o poder que elas têm de interferir no mundo.

Pra chegar nesse resultado, o primeiro passo é encantar meninos e meninas ao introduzi-los no mundo da arte. A estratégia adotada pela educadora Fúlvia Marchezi para convidá-las para o percurso é a contação de histórias. Fúlvia apresenta as histórias de maneira divertida e cheia de expressões, já tendo utilizado até fantasias e adereços – depois, os participantes fazem ilustrações dos contos. “É para que eles se encantem com a proposta do ateliê, de ser algo diferente do que eles estão acostumados”, explica.

O objetivo do ateliê é a alfabetização visual, ou seja, ensinar os participantes a apreciar, descrever e questionar o que veem em obras de arte, identificar elementos do desenho, desenhar de forma livre e expressiva e reconhecer obras de grandes artistas. Por isso, após o momento do convite com as histórias, as crianças começam a realizar uma série de atividades que exercitam essas habilidades. Elas fazem exercícios que envolvem elementos do desenho, conhecem diferentes linguagens artísticas e discutem obras de arte.

Fúlvia dá preferência por contextualizar as obras de artistas renomados com as atividades do ateliê. “Mostro referências de artistas que trabalham em suas obras elementos que estou trabalhando com as crianças, para estabelecer uma conexão.” Alguns exemplos são o pontilhismo do francês Georges Seurat, os pontos e esferas da japonesa Yayoi Kusama, as linhas do norte-americano Saul Steinberg e as esculturas e instalações da francesa Louise Bourgeois.

Além do produto final, que são as instalações nas escolas e na sede do MP Itapevi, a ideia é que os participantes encontrem sua própria maneira de desenhar e se expressar e ampliem seu repertório e a forma como leem as obras de arte. “Um dos principais resultados esperados é que a criança que desenha de um jeito restrito, fazendo pessoas de palito, cabelos em espiral, consiga quebrar tudo e fazer desenhos de uma forma que ela nunca tentou”, diz Fúlvia.

Dois dias repletos de brincadeiras na Semana Mundial do Brincar

A Semana Mundial do Brincar é realizada desde 2009 pela organização Aliança pela Infância para promover a importância do brincar, e acontece na última semana de maio. O Matéria-Prima Itapevi participou desta iniciativa e organizou dois dias repletos de brincadeiras com a garotada! No dia 25 de maio, as atividades aconteceram na sede do MP Itapevi; já no dia 30 de maio, as crianças brincaram na Praça 18 de Fevereiro, em Itapevi. A educadora Luana Batista, do Ateliê de Jogos e Brincadeiras, conduziu toda a diversão. A ideia era que as crianças escolhessem tanto brincadeiras que estão aprendendo no ateliê quanto outras em que pudessem aproveitar o ambiente da praça. Divididas em grupos, elas brincaram de amarelinha, corda, balança, bolinha de sabão, queimada, rouba-bandeira e muito mais! No final do dia, todo mundo se juntou para um esconde-esconde coletivo.