Arquivos do Blog

Bloco MPI vai ao Museu Afro Brasil

O Bloco MPI, do Ateliê de Percussão (Matéria-Prima Itapevi), visitou o Museu Afro Brasil no dia 16 de setembro. Durante a visita, a educadora Simone Medeiros explicou ao pessoal as origens do maracatu.

2016-10-05-photo-00002981

Sábado dedicado ao maracatu com o Ateliê Som e Movimento – Percussão

No Ateliê-Escola, 22 participantes do Ateliê Som e Movimento – Percussão das EMEFs João Gualberto do Amaral Carvalho e Alferes Tiradentes se juntaram para um sábado diferente! A educadora Mônica Santos, os assistentes Fábio Barros, Robson Pessoa e Taiane Ladislau e a professora Cida Santos, da EMEF João Gualberto, acompanharam as turmas no dia 14 de novembro em visitas ao Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera, e a uma oficina de maracatu na EE Professor Antônio Alves Cruz.

A manhã foi dedicada a conhecer o museu. Foi uma oportunidade para a meninada ver de perto diversos elementos que originaram e que compõem o maracatu, desde a história dos homens e mulheres negros trazidos da África como escravos até instrumentos, vestimentas, estandartes e muito mais. Eles também conferiram duas exposições em cartaz no museu: “Do pó da Terra”, que reúne fotos tiradas por Mauricio Nahas de artistas do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais; e “Carolina em Nós”, uma homenagem à escritora, poetisa e sambista Carolina Maria de Jesus.

Em seguida, o pessoal se deliciou com um piquenique no Parque Ibirapuera! Eles comeram lanches e frutas e fizeram algumas brincadeiras para integrar o grupo. A próxima parada foi na EE Professor Antônio Alves Cruz, onde as crianças acompanharam uma parte do ensaio do grupo de maracatu Bloco de Pedra. Depois foi a vez da turma da EMEF João Gualberto fazer uma apresentação! O dia foi encerrado com a Oficina de Maracatu, que o grupo Bloco de Pedra promove todo sábado por meio do Projeto Calo na Mão. Junto com outros participantes, os meninos e meninas do Ateliê cantaram, tocaram, dançaram e se divertiram bastante!

Cultura afro-brasileira nas escolas com os ateliês Som e Movimento

Em algumas matérias sobre os ateliês Som e Movimento (Percussão e Capoeira), do Ateliê-Escola, mencionamos atividades em que os educadores Mônica Santos e César Pedrosa explicam para as crianças a história do maracatu e da capoeira. Ambos surgiram com os homens e mulheres que foram trazidos da África, e são considerados manifestações afro-brasileiras. Levar esses ateliês às escolas não é apenas uma oportunidade de apresentar à garotada os movimentos, instrumentos e cantos, mas também de contribuir com uma lei muito importante: a lei nº 10.639.

Essa lei foi criada em 2003 e tornou obrigatório que as escolas incluam o estudo da história e da cultura afro-brasileira no currículo escolar. “São conteúdos que precisam ser trabalhados por muitos motivos. Em primeiro lugar, porque é uma das matrizes da nossa cultura”, diz Julia Pittier Tsezanas, que é musicista e mestre em História. Ela usa como exemplo diversos ritmos da música brasileira que foram influenciados pela cultura afro-brasileira, como o samba, o axé e a MPB.

SM - ALF - ABRIL (17)

Outro motivo importante é o combate ao preconceito. “Trazer toda a diversidade da cultura afro-brasileira para a escola ajuda a dimensionar a riqueza dessa matriz e a valorizá-la. Aos poucos, pode reverter a questão do racismo e trazer uma visão sem estereótipos da cultura negra”, afirma Julia. Para a musicista, os ateliês dedicados ao maracatu e à capoeira são muito enriquecedores por unirem o conteúdo com a arte.

As educadoras do Museu Afro Brasil Bruna Amaro dos Santos e Renata dos Santos também compartilham dessa opinião. Bruna explica que o maracatu de baque virado, praticado no Ateliê-Escola, é muito ligado a tradições da história dos negros que normalmente não são faladas em sala de aula. “É uma forma de entender a participação dos povos africanos na história do Brasil e a cultura que eles trouxeram”, conta.

Renata comenta que na capoeira também há elementos que contam a trajetória dos negros no país, como as canções, a estrutura da roda e o toque do berimbau. “Há muitas músicas que falam da luta dos negros, de sua condição como escravos, dos grupos étnicos, do sentimento em relação à África”, diz a educadora. “A capoeira é uma forma lúdica e mais palpável para abordar esse tema com as crianças”, completa.

SMC - LA - JUNHO 01 (11)

Ateliê Percussão entra no ritmo do maracatu com muitas atividades

O Ateliê Percussão, do Matéria-Prima Itapevi, já começou o ano com muitas atividades diferentes! Para conhecer melhor as origens do maracatu, no dia 23 de março a educadora Simone Medeiros levou a criançada ao Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Lá eles viram muitas coisas sobre a cultura afro-brasileira, desde a história dos negros trazidos da África até elementos das manifestações culturais, como vestimentas, instrumentos musicais e estandartes.

Já no dia 27 de março, a turma recebeu a visita de Ana Lúcia Silva, que é dançarina profissional há mais de 20 anos. Ela conduziu as crianças em uma oficina de dança do maracatu, mostrando os passos básicos e o ritmo. No dia seguinte, elas continuaram nesse ritmo com a Oficina de Maracatu do Projeto Calo na Mão, realizada na EE Professor Antonio Alves Cruz, em São Paulo. Foi uma tarde dedicada ao maracatu de baque virado, com danças e canto de loas (músicas do maracatu).

Origens do maracatu no Museu Afro Brasil

O som do maracatu já é bastante familiar aos participantes do Ateliê Som e Movimento do Ateliê-Escola. Nos dias 3 e 4 de setembro, foi a vez deles descobrirem as origens desse ritmo em um passeio ao Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera.

A educadora Mônica Santos guiou os alunos das EMEFs Alferes Tiradentes e João Gualberto do Amaral Carvalho pelos espaços do museu. Ela explicou que o maracatu é um ritmo brasileiro, mas com influências da cultura trazida pelos negros vindos da África. A garotada se surpreendeu ao ver partes de um navio negreiro, imagens e objetos da época da escravidão.

Deu para perceber muitas relações entre elementos culturais e religiosos dos diferentes povos da África e os do maracatu, incluindo a tradição do cortejo e o uso do pálio (um tipo de guarda-sol que protege o rei). Em um espaço dedicado a manifestações artísticas afro-brasileiras, os alunos viram exemplos de vestimentas, instrumentos, estandartes e calungas (boneca que é um dos principais elementos do cortejo) do maracatu. Também aprenderam as diferenças entre o maracatu de baque virado (que praticam no ateliê) e o maracatu rural.

O passeio terminou com outro assunto que todos adoram: futebol. Eles conferiram a exposição “O Negro no Futebol Brasileiro – A Arte e os Artistas”, uma homenagem à presença e à grande importância dos jogadores de futebol negros no Brasil.

Matéria-Prima Itapevi por dentro do maracatu

O segundo semestre de 2014 da turma do Ateliê de Percussão do Matéria-Prima Itapevi começou cheio de atividades! Em 25 de julho, a educadora Simone Medeiros acompanhou as crianças em uma visita ao Museu Afro Brasil, que fica no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Lá, eles aprenderam ainda mais sobre as origens e a história do maracatu, ritmo que é o tema do ateliê neste ano. Os participantes conheceram muitos elementos da cultura afro-brasileira, incluindo instrumentos musicais antigos e diversos estandartes – um tipo de bandeira toda decorada, bastante usada para representar as nações e grupos de maracatu. A criançada ficou tão inspirada que planeja criar um estandarte próprio para o MP Itapevi!

Depois de conhecer a história, a turma participou no dia 23 de agosto de uma oficina de maracatu na Escola Estadual Professor Antônio Alves Cruz, em São Paulo. Todos se divertiram cantando, dançando e tocando os diferentes instrumentos que são usados nesse ritmo.