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Ateliê de Linguagem tem troca-troca de livros e recados

Um troca-troca de livros está agitando as turmas do Ateliê de Linguagem, do Matéria-Prima Itapevi! Neste mês começou um novo projeto no Ateliê, chamado “Eu te levo, você me leva”. Toda semana, duas crianças de cada turma (são seis turmas no total) levam um livro para casa, emprestado do acervo do MP Itapevi ou das educadoras Catiusca Borges, Maria Lúcia Vidal e Renata Melo. Além de ler durante a semana, os participantes também têm que escrever uma mensagem em uma sacolinha personalizada que acompanha o livro.

Pode ser o trecho que mais gostou, o que achou da história ou o que vier à imaginação e que esteja relacionado com o livro. A ideia é que a sacolinha registre os recados de todo mundo sobre a história que leu. “Já na primeira semana todos queriam levar o livro para casa”, conta Catiusca, que criou o projeto. “O objetivo não é apenas ler, é compartilhar experiências, trocar mensagens com os colegas, ver as impressões que eles tiveram do livro”, explica. Dentre os livros que fazem parte da troca estão “Um caldeirão de poemas”, de Tatiana Belinky, “Heróis e guerreiras”, de Heloisa Prieto, e “Kachtanka”, de Anton Tchekhov.

Com isso, as educadoras pretendem incentivar as crianças a ler mais e a se interessar em emprestar os livros do acervo do MP Itapevi. “Desde a experiência do ano passado com o Ateliê de Linguagem, percebemos que muitas crianças não têm livros em casa e nem incentivo ou indicações de leitura”, diz Catiusca. Depois que os livros circularem por todos os participantes, será sorteado um livro por turma.

Tem novidade no Ateliê-Escola: um ateliê de capoeira

A capoeira chegou ao Ateliê-Escola! O Ateliê Som e Movimento – Capoeira está sendo realizado com quatro turmas (uma de 1º ano e três de 5º ano) da EMEF Professor Laerte Ramos de Carvalho. Para a maioria dos participantes, esse é o primeiro contato com a atividade, e as crianças estão curtindo bastante conhecê-la. “O pessoal está se envolvendo muito rápido”, conta o educador César Pedrosa.

Os fundamentos dessa manifestação cultural são apresentados em forma de brincadeiras, como em um circuito de obstáculos em que as crianças têm que usar os movimentos da capoeira para ultrapassá-los. Na brincadeira “bom vaqueiro”, que é o nome de uma música da capoeira, os participantes cantam essa canção enquanto fogem do laço do vaqueiro (interpretado por César). Se forem pegos, só podem voltar ao jogo fazendo um movimento também. “Deixamos bem claro que criança não pode lutar, apenas brincar. Trabalhamos muito a interação e o respeito entre elas”, explica o educador.

Ao final de cada encontro os participantes abrem uma roda de capoeira para jogar. Além da prática, César também apresenta a história dessa manifestação cultural, que começou com os negros trazidos como escravos ao Brasil. No próximo mês as turmas vão conhecer os instrumentos tocados durante o jogo: berimbau, pandeiro, atabaque, agogô e reco-reco. E em novembro, todos farão uma apresentação aos pais e colegas da escola.

Fique ligado: Um projeto de lei que permite que escolas públicas e privadas integrem o ensino da capoeira com seus projetos pedagógicos foi aprovado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, no dia 19 de maio. Isso reforça a importância da capoeira não só como manifestação cultural, mas por seu valor educacional. Agora, o projeto está em avaliação na Câmara dos Deputados. Saiba mais aqui.

MP 2ª Geração: Oficinas para ensinar adolescentes a criar jogos virtuais

Neste semestre, os 13 participantes do Matéria-Prima 2ª Geração Itapevi criaram um projeto muito bacana para alunos da EE Doutor José Neyde Cesar Lessa: oficinas de Criação de Games Virtuais! Tudo começou com atividades de leitura, escrita e criatividade, sobre as quais eles produziram diários de bordo e compartilharam com os colegas. Depois, o pessoal pesquisou bastante sobre elaboração de projetos, sob a orientação da educadora Renata Melo.

E chegou o momento de criar o próprio projeto da turma! Eles escolheram uma proposta que não tivesse custos e que fosse interessante para os adolescentes da escola. Para realizar as oficinas de Criação de Games Virtuais, usaram a plataforma Scratch, um sistema desenvolvido no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos). Com ele é possível criar gratuitamente jogos, histórias interativas e animações usando princípios de programação. Os jovens definiram, escreveram e diagramaram todo o projeto para apresentar à escola.

As seis oficinas aconteceram no final de novembro para 73 alunos do 7º e 8º ano da escola. Quatro participantes ficaram responsáveis por conduzir os encontros, explicando todos os passos para criar um jogo. E os outros nove tiveram o papel de monitores, para ajudar os adolescentes durante a oficina. Foi uma experiência de aprendizado para todo mundo! No final, os alunos da escola apresentaram os jogos que criaram e receberam certificados de participação nas oficinas.

 

Clique nos links abaixo para conferir os jogos feitos pelos participantes do Matéria-Prima 2ª Geração e pelos alunos da EE Doutor José Neyde Lessa:

Labirinto das Aventuras – Luis Felipe Simões
Labirinto 1 – Felipe Guimarães
Car Parking – Robert Silva
Labirinto do Bob Esponja – Jhenifer Siqueira
Labirinto do gato – Robert Silva
Labirinto do Rato – Alunos da EE Doutor José Neyde Lessa
The Fault in Our Stars Game – Alunos da EE Doutor José Neyde Lessa
Labirinto Medieval – Alunos da EE Doutor José Neyde Lessa
Labirinto do Abismo – Alunos da EE Doutor José Neyde Lessa