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Ateliê-Escola: acervo em vídeo de histórias de vida e arte nas escolas

Dois ateliês encerraram o primeiro semestre no Ateliê-Escola com produtos finais que deixaram sua marca nas escolas! O educador Lucca Cardoso orientou os participantes do Ateliê Cultura Digital no projeto “Retrato de classe”. As crianças filmaram depoimentos dos participantes do ateliê e de professores das EMEFs Doutor Antônio Carlos de Abreu Sodré, Professor Laerte Ramos de Carvalho e João Gualberto do Amaral Carvalho em que eles contam histórias marcantes de suas vidas. Os vídeos formaram um acervo digital de histórias, que foram exibidas nas escolas e podem ser assistidas neste link.

No Ateliê Arte para Todos, cada escola teve um projeto diferente, conduzidos pela educadora Fúlvia Marchezi. As crianças da EE Professora Amélia Moncon Ramponi se inspiraram no artista catalão Antoni Gaudí para restaurar 28 armários da escola com mosaico e pintura com tinta em spray. Os participantes do ateliê na EMEF Doutor Antônio Carlos de Abreu Sodré imaginaram seres de outro mundo e fizeram um desenho gigante de um deles, que foi pintado com giz de cera, colocado em placas de MDF e será instalado em uma parede da escola. E os muros da EMEF Carlos de Andrade Rizzini foram coloridos com ilustrações dos pequenos de seres rastejantes e voadores.

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Papel, fita crepe, tinta e muita imaginação para criar monstros

O Matéria-Prima Itapevi foi invadido por monstros – de mentirinha, é claro! As crianças do Ateliê Arte na Cidade estão fazendo esculturas de monstros que elas mesmas inventaram, utilizando a técnica de empapelamento. A nova educadora do Ateliê neste semestre, Roberta Fortunato, dividiu os participantes entre dois temas: “Monstro: é o bicho!”, para os grupos verde e amarelo, e “Monstro, eu?”, para o grupo vermelho.

Antes de iniciar as criações, ela apresentou como referência diversas criaturas que estão no “Livro dos seres imaginários”, do escritor argentino Jorge Luis Borges. As crianças fizeram uma análise dos textos do livro, que é uma enciclopédia de seres fantásticos presentes em mitos, lendas, religiões e na literatura. Além disso, discutiram o que faz com que uma criatura seja considerada um monstro – será que todo monstro é feio ou malvado?

Depois, elas soltaram a imaginação para fazer o projeto de um monstro, descrevendo suas características e onde vive! Os grupos verde e amarelo fizeram monstros que misturam atributos de dois ou mais animais, e o grupo vermelho, de animais com humanos. Surgiram criaturas que eram uma junção de girafa com serpente, de centopeia com dinossauro, de tigre com cobra… Alguns alunos também se inspiraram em seres conhecidos, como as sereias, o deus egípcio Anúbis (com corpo de humano e cabeça de chacal) e a Quimera, um monstro da mitologia grega que tem cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.

As esculturas são modeladas com jornal e fita crepe e empapeladas com papel craft e cola branca. Para as cores ficarem bem vivas, a tinta acrílica será passada em cima de uma base de tinta branca. Roberta ainda trouxe livros e modelos em miniatura de animais para que a garotada pudesse observar as características das espécies escolhidas. “Estamos com um ‘monstruário’ enorme”, brinca a educadora. Ela também explica que essa atividade vai além de aprender uma nova técnica de arte. “A criação de seres fantásticos faz parte da história da humanidade, então elas estão participando de algo maior, que é poder ser autor, criador de algo.”

Todas as esculturas serão expostas no MP Itapevi, com direito a fichas técnicas e uma vernissage (evento que inaugura uma exposição de arte). Algumas delas ficarão na sede do MP Itapevi, e as outras serão doadas a uma creche da cidade.